Estela e Celso se declaram e trocam beijo em 'Êta Mundo Melhor!'

Foto: Globo/Manoella Mello

Em 'Êta Mundo Melhor!', no dia do acidente de Maria (Bianca Bin), Estela (Larissa Manoela) esteve ao lado da jovem nos últimos momentos de vida e, no encontro, recebeu um recado para Celso (Rainer Cadete). A mensagem encaminhada ao marido de Maria serviu para que os dois se conhecessem e agora pudessem ter a chance de seguir a vida, como ela sugeriu que o marido fizesse. Com o passar dos anos, Estela se formou como enfermeira e segue cuidando de sua irmã, Anabella (Isabelly Carvalho). Celso continua ambicioso e mantém o acordo com Zulma (Heloisa Périssé) sobre o paradeiro de Samir (Davi Malizia). Além disso, se alia a Araújo (Flávio Tolezani) para tentar aplicar golpes na fábrica com o objetivo de prejudicar Candinho (Sergio Guizé). Mas o reencontro com Estela mexe com o coração dele e uma nova história começa a ser escrita.
 
Nas cenas previstas para irem ao ar a partir de sábado, dia 19, Celso visita Estela no hospital e eles, enfim, se declaram um para o outro após se reencontrem pelas ruas de São Paulo. Estela fica insegura com a possibilidade de se envolver, mas Celso demostra todo o seu afeto pela jovem e os dois se beijam. Abaixo, confira as entrevistas com Larissa Manoela e Rainer Cadete:
 
LARISSA MANOELA
 
Como você define sua personagem, Estela?
Eu defino a Estela como uma mulher muito forte, muito aberta a ajudar os outros. Eu acho que uma das principais características dela é essa dedicação, essa bondade. É uma mulher com quem eu me impressiono a cada cena que chega. Ela é uma fortaleza e, ao mesmo tempo, é lindo de ver os momentos em que ela passa vulnerabilidade, porque a gente é isso, a gente é força, ao mesmo tempo que a gente também tem nossos momentos de fraqueza. É muito lindo ver o quão humana e poderosa ela é, porque ela resgata muita coisa do passado dela para poder ter força para viver o presente, e vai poder lidar com essas questões ao longo da trama.
 
Na trama, a sua personagem tem uma irmã mais nova. Como é a relação das duas?
A relação da Estela com a Anabella é uma das mais lindas que eu já vi escritas. Os nossos autores têm muito carinho quando escrevem as cenas das duas. E eu já sinto um amor gigantesco por essa pequena, que é interpretada pela Isabelly. Quando eu olho para essa menina, olho para as crianças que fazem parte da novela, eu me vejo nelas. Até porque eu tenho mais tempo de atriz mirim do que atriz adulta. E esses anos vão passando e eu vou ficando nostálgica. É algo que eu sinto que é muito forte. Eu, como Larissa, cuido muito dessa minha criança interior. E a Estela cuida muito dessa criança que é essa irmã, que é tudo que ela tem na vida, é a sua parceira de vida, que ela move o mundo para ver feliz, ela quer que ela cresça saudável, quer entender as questões que a Anabella tem. Vai fazer de um tudo, inclusive se torna enfermeira por conta dela, porque ela quer cuidar e se dedicar 100% a essa relação. É uma relação muito recíproca de amor, de afeto, de carinho, de cuidado.
 
Como é a relação de Estela com Celso?
É um despertar de amor. Eles se encontram e se conectam de uma maneira muito única, muito especial, porque é através da dor. A gente tem, logo no início da novela, uma perda muito significante, que é a da Maria. E eu sinto que essa conexão deles é feita através desse amor que ele tem pela família, pela Estela também sonhar com esse ideal de família, por ver o quão solícito e bondoso ele é. É muito bonita como essa relação é construída ao andar da história, a gente vê que eles vão se conectando, têm suas questões, mas vão se encontrando até na diferença, no erro, na humanidade mesmo. Porque eu acho que a gente está falando de pessoas reais, de histórias que realmente acontecem na vida e dessa disponibilidade em querer conhecer mais do outro, apesar de ter seus traumas, gatilhos. É uma coisa muito interessante a gente poder ver o despertar desse amor, dessa conexão. É muito bonito. Tenho visto como algo muito precioso pra Estela, e para o Celso também. O encontro deles é um respiro para o futuro, é uma esperança de algo novo.
 
Quais são os principais desafios de interpretar essa personagem?
Eu acho que o desafio de interpretar essa personagem são as várias camadas dela, e poder retratar isso, muitas vezes, em apenas uma cena. A gente vai ter muitas oportunidades de vê-la transitando pelos núcleos, tendo relação com as pessoas, entendendo um pouco mais dessa personagem conforme ela for aparecendo, falando da vida dela, pontuando as questões que ela tem, inclusive os mistérios dela, o que carrega, os motivos que ela tem para guardar esses segredos. Eu sempre acho maravilhoso quando o personagem traz tantas camadas, porque somos feitos de camadas, o ser humano, por si só, tem muitas questões, a gente tem momentos de alegria, de fraqueza, de ansiedade, isso é uma coisa que está muito presente na vida dela. Eu sinto que o personagem vem até a gente, há um encontro de personagem com ator, ator com personagem, e eu achei lindo esse encontro com a Estela, eu vejo que era para ser minha, e não poderia ter sido melhor. A preparação também foi ótima, várias leituras, muita pesquisa sobre essa época, esse corpo, essa mulher, essa vida, e foi muito especial o encontro com todo mundo, e o encaixe dessa personagem que é nova nessa história, uma história que já fez muito sucesso, e que é muito amada pelo público. Espero que as pessoas consigam recebê-la nesse novo momento, ainda melhor, literalmente, de uma maneira muito positiva, porque é o que eu sinto daqui nos bastidores.
 
Como foi o encontro com o elenco que já havia feito ‘Êta Mundo Bom!’?
Nosso primeiro encontro com o elenco já foi mágico, parecia que a gente estava fazendo a novela desde 2016 com o elenco que já estava. Eles nos receberam superbem, com uma sintonia única. Eu acho que quando a gente abraça um projeto como um todo a gente só tem a ganhar, a ser feliz, e curtir cada momento. É uma história muito linda de ser contada, então nada é jogado fora, é tudo bem aproveitado, muito rico, essas palavras, enredos, histórias, esses paralelos, essas pessoas. Eu estou super empolgada para que as pessoas conheçam todo esse elenco, para que vejam a nossa atmosfera se tornar real, e encantar o público que vai nos acompanhar nessa super trajetória.
 
Como tem sido a relação com os autores da obra? E como foi o convite para fazer a novela?
Tem sido um prazer imenso, eu estou realmente muito grata de poder trabalhar com eles. Eu já assisti muitas novelas do Walcyr, já conheci o trabalho da Amora, tinha vontade de trabalhar com ambos, que era lá de trás, hoje se tornou realidade. Quando a gente entra no set, tenho conversas com eles, é sempre muito maravilhoso, aproveito cada detalhe que eles dão. Ter mestres nos guiando no caminho é primordial. Voltar a fazer novelas já estava nos meus planos, inclusive no meu planner – eu tenho muito essa coisa de escrever, porque eu acredito que os nossos desejos acontecem quando a gente vai atrás deles, quando a gente sonha, quando emana para o universo. Veio no momento perfeito, eu fiquei muito emocionada quando recebi o convite, vindo direto deles, e principalmente quando a Amora falou que pensou em mim para fazer esse personagem, e o Walcyr completou dizendo que ele estava escrevendo para mim. Foi algo muito único, especial, melhor do que eu poderia imaginar.
 
RAINER CADETE
 
Como você define o Celso? Quais são as principais características da personagem?
Celso é um homem complexo, movido por ambição, ressentimentos e carências profundas. Ele transita entre a frieza calculista e momentos em que revela sua humanidade ferida. É um personagem cheio de camadas — o que, como ator, me instiga profundamente.
 
Como você enxerga esse momento na sua carreira?
É um privilégio revisitar um personagem que marcou tanto a minha trajetória e o imaginário do público. Voltar como Celso, agora mais maduro e com novas nuances, é como reencontrar um velho amigo — só que mais desafiador. Estou vivendo uma fase de plenitude criativa, e poder fazer isso dentro de uma obra tão querida é um presente.
 
Conte um pouco sobre a relação de Celso com Candinho, Estela e Sandra.
Celso sempre teve uma relação ambígua com Candinho: uma mistura de desprezo, inveja e uma admiração silenciosa. Com Estela, ele vive uma relação que pode ser redenção ou perdição, os dois se encontram num lugar de dor e desejo. Já com Sandra, é tempestade pura. A relação é tóxica, viciante e, em muitos momentos, destrutiva. Eles são cúmplices e rivais, amantes e inimigos.
 
Quais são os desafios de dar vida a uma personagem que já é conhecida pelo público, e como você se preparou para o papel?
O maior desafio é surpreender o público sem perder a essência do Celso. É entender que o tempo passou, tanto para ele quanto para mim. Me preparei revendo a primeira fase, relendo toda a construção emocional do personagem e me abrindo para o novo que o texto e o contexto atual da trama trazem.
 
Como estão as gravações e a troca com o restante do elenco até agora?
Estão sendo intensas e muito ricas. É um elenco generoso, afiado, e há uma atmosfera de criação muito viva no set. A troca com a Larissa, por exemplo, tem sido uma descoberta diária. E reencontrar colegas da primeira fase traz uma emoção que pulsa em cada cena.
 
Para você, como está sendo trabalhar com a direção da Amora e o texto do Walcyr e do Mauro? Você repete a parceria com Amora e Walcyr, mas é o primeiro trabalho com Mauro, certo?
Sim, é minha estreia com o Mauro, e ele chegou com uma escuta apurada e uma sensibilidade incrível. Com Walcyr e Amora, temos uma história linda juntos, já existe confiança e liberdade criativa. Amora é detalhista, intensa e instigante; ela nos puxa para fora da zona de conforto. Walcyr tem uma assinatura dramatúrgica que me emociona desde sempre. Estar com eles novamente é saber que estou em boas mãos.
 
Como foi o convite para repetir esse sucesso?
Recebi com imensa gratidão. O convite veio como um reencontro com meu passado, mas também como um chamado para uma nova jornada. Me emocionei. É raro termos a chance de revisitar um personagem em outro contexto, com novas camadas.
 
O que o público pode esperar de 'Êta Mundo Melhor!’?
Pode esperar emoção, reviravoltas, humor e uma história de superação que toca o coração. Essa novela tem a alma do Brasil, com todas as suas contradições, paixões e esperanças. E Celso… bem, Celso vem com tudo.
 
'Êta Mundo Melhor!' é criada e escrita por Walcyr Carrasco e Mauro Wilson, a partir de uma ideia original de Walcyr Carrasco, com colaboração de Letícia Mey, Cleissa Regina Martins, Bruno Segadilha, Rodrigo Salomão e Nilton Braga. A novela tem direção artística de Amora Mautner, direção geral de João Paulo Jabur e direção de Mayara Aguiar, Nathalia Ribas e Alexandre Macedo. A produção é de Betina Paulon e Isabel Ribeiro, a produção executiva, de Lucas Zardo e a direção de gênero, de José Luiz Villamarim.

Anderson Ramos

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