Jornada 6 por 1, trabalho informal e novas propostas no Congresso são tema do Caminhos da Reportagem desta segunda (28)

Foto: Caminhos da Reportagem

Nesta segunda-feira (28), a TV Brasil exibe, às 23h, um novo episódio do programa Caminhos da Reportagem, que tem como tema "O Trabalho Nosso de Cada Dia". A produção apresenta as transformações na área trabalhista nos últimos anos.

De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Brasil tem cerca de 110,7 milhões de trabalhadores, dos quais 40 milhões têm carteira assinada, como é o caso de Letícia Moreira, 23 anos, que atua como bartender. A jovem trabalha seis dias por semana, com apenas um dia de folga. "Tenho o Ensino Médio completo, somente. Tento fazer uma faculdade, mas não dá por causa dos horários, não consigo", explica.

Nessa toada, o Caminhos da Reportagem traz o debate sobre a Proposta de Emenda à Constituição (PEC), protocolada em fevereiro na Câmara dos Deputados. O texto propõe a redução da jornada de trabalho para 36 horas semanais, distribuídas em quatro dias, e já conta com o apoio de 171 deputados federais. No entanto, a proposta ainda está em discussão no Congresso Nacional.

Para Ruy Braga, sociólogo do trabalho e professor da Universidade de São Paulo (USP), a discussão é mais do que urgente. "O trabalhador que se submete à escala 6 por 1 é o celetista, que não tem poder de barganha para negociar um contrato coletivo, uma jornada alternativa ou menor. Ele praticamente vive para trabalhar", afirma.

A produção da TV Brasil apresenta o exemplo da Vockan, empresa de tecnologia de São Paulo que reduziu a jornada de trabalho. Agora, os 130 funcionários atuam durante quatro dias por semana, com apenas um dia presencial, e têm os outros três dias livres.

"Quando assumi a operação, estava acompanhando esse movimento na Europa e tive a ideia de implementar aqui. Nas primeiras semanas, os resultados começaram a aparecer. Nossa produtividade aumentou e vem se mantendo 32% acima da média", explica Fabrício Oliveira, CEO da Vockan.

Trabalho informal

Além de abordar a situação dos empregados com carteira assinada que cumprem a jornada 6 por 1, o Caminhos da Reportagem desta semana também aborda a situação dos trabalhadores informais. Segundo o IBGE, o Brasil tem 39,9 milhões de profissionais informais, o que representa 37,8% da população ocupada no país.

Morador da cidade de Osasco, na Grande São Paulo, Gustavo dos Santos faz entregas por aplicativo. Com apenas o Ensino Médio completo, ele relata a dificuldade de conseguir um emprego com melhor remuneração. "Hoje, um motoboy consegue tirar R$ 4 mil por mês, sabe? Então, um trabalho registrado que pague isso… eu gostaria, mas ainda não encontrei", lamenta.

Em 2022, o país contabilizou 2,1 milhões de pessoas trabalhando por meio de plataformas digitais. Muitos desses profissionais entregam comida, remédios e documentos. O historiador e professor da Universidade Federal do ABC (UFABC), Ramatis Jacino, resume os desafios atuais. “O problema não é o trabalho, o trabalho é ótimo. O problema são as condições de trabalho, quem se apropria do resultado do trabalho. Isso é o que causa as injustiças sociais”, conclui.

Anderson Ramos

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