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| Foto: Globo/Divulgação |
Em uma edição que celebra a cultura caipira e o estilo de vida dos peões brasileiros, o 'Globo Repórter' desta sexta-feira, dia 15, se aprofunda no cotidiano sertanejo e revela o orgulho de quem vive no interior. A atração destaca tradições mantidas vivas ao longo dos anos, como o sotaque, as vestimentas e o estilo de vida rural, e mostra como elas se reinventam com o tempo. O programa é uma coprodução com a EPTV, afiliada da Globo, e conta com reportagens de Dirceu Martins e Paulo Gonçalves.
No ano em que a 'Festa do Peão de Boiadeiro de Barretos' completa 70 anos, o programa mostra a grandiosidade desses eventos para além da montaria. Nos bastidores das festas e nos momentos cruciais das competições, a figura feminina ganha destaque. Conhecida como a salvadora dos peões, Ana Claudia Garcia é pioneira na função de "madrinheira" e percorre o país participando dos principais rodeios nacionais. As madrinheiras auxiliam na preparação dos animais, ajudam os peões a subir e descer dos cavalos após as provas e garantem que os animais retornem com segurança aos seus espaços. No programa, Ana Claudia compartilha sua rotina, os desafios e o amor pela profissão. A reportagem destaca o papel e o protagonismo das mulheres nesse universo.
São mais de 1.100 festas de peão realizadas anualmente em todo o Brasil. Dessas, 180 integram o Circuito Mundial de Rodeios, que garante vagas em competições internacionais. Os eventos movimentam a economia, o turismo e a cultura nacional, reunindo públicos diversos, onde a roupa vira parte do espetáculo. O repórter Dirceu Martins mostra como o estilo cowboy, com jeans, couro, botas e chapéus, conquistou as ruas e vem se modernizando ao longo dos anos com novos designers e tecnologias, fruto de estudos de tendências que transformam a moda sertaneja em referência nacional.
''É impressionante acompanhar como a moda do mundo sertanejo evoluiu. A criatividade nas botas e nas calças jeans é muito bacana. Fiquei surpreso com a quantidade de bordados e brilhos que a indústria da moda sertaneja está usando e com o impacto que isso tem no mercado'', comenta o repórter.
O ''r'' puxado e as expressões típicas de quem mora no interior refletem as raízes da cultura local. Aos 73 anos, José Maria, o 'Seu Zelão', tem orgulho de ser caipira. ''Sou caipira do pé rachado mesmo! Daqueles que vivem e gostam da roça”, afirma. Descendente de italianos, Zelão é casado há 54 anos com Dona Lucia, uma queijeira de mão cheia que trabalha na zona rural desde os 12 anos. Apaixonado por animais, ele mantém 60 cabeças de gado e 28 vacas leiteiras em seu sítio, todas reconhecidas pelo nome. Ao repórter Paulo Gonçalves, Seu Zelão conta que nomear as vacas é essencial para saber a hora da ordenha de cada uma, embora o processo hoje seja mecanizado. Apesar da modernização, garante que o espírito caipira permanece intacto. ''Gostoso é levantar de manhã e ouvir o galo cantando, o mugido das vacas. Eu gosto da cidade, mas meu lugar é aqui'', afirma.
No interior de São Paulo, até a orquestra é de viola. Há 20 anos, a Orquestra de Viola de Piracicaba resgata a música raiz. Berço da música caipira, foi a região de Piracicaba que abriu caminho para os sucessos sertanejos. No ‘Globo Repórter’, os músicos falam sobre a relação entre a música e a família. O programa ainda mostra as diferenças entre o peão moderno e o peão raiz.
''E eu sou do interior, de Marília, e me considero um repórter caipira também. Foi uma experiência enriquecedora mergulhar nesse universo, desde as visitas às propriedades rurais até a receptividade da população, um povo que gosta de uma prosa'', conta o repórter Paulo Gonçalves.
O 'Globo Repórter' desta sexta-feira, dia 15, vai ao ar logo após Vale Tudo.
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