''Provoca'' recebe Ricardo Araújo Pereira para falar sobre humor e identidade cultural

Foto: Gelse Montesso/Acervo TV Cultura

Na próxima terça-feira (26/8), Marcelo Tas recebe o comediante português Ricardo Araújo Pereira no Provoca. Na conversa, o humorista comenta sua relação e a de seu país com o Brasil, fala sobre a anatomia da piada e explica sua motivação para fazer os outros rirem. O programa vai ao ar a partir das 22h, na TV Cultura.
 
Sobre o desafio da comunicação, ainda que Brasil e Portugal compartilhem a mesma língua, Ricardo afirma: ''Eu tenho sempre dificuldade em fazer-me entender. O primeiro impacto é perguntarem se eu sou argentino'', fazendo referência às diferenças na pronúncia entre os dois países.
 
Mas ainda assim, ao lembrar de sua primeira vez em terras brasileiras, o convidado confessa que tem muito carinho pelos irmãos do outro lado do oceano: ''Eu entrei num avião, andei dez horas. Mudei de continente, mudei de hemisfério. Eu aterro aqui, eu me sinto mais em casa do que na Bélgica, que é no meu continente. E não tem apenas a ver com o fato da língua, dos sinais, ser a minha: tem a ver com uma atitude''.
 
Já falando sobre seu trabalho como humorista, Ricardo, que também pesquisa sobre o tema, diz o seguinte: ''A nós que temos esta obsessão, nos agrada perceber o modo como aquele brinquedo linguístico, que é o que uma piada é, como é que aquele brinquedo de linguagem funciona. Sobretudo para aqueles de nós que mantêm, como é o nosso caso, mantêm aquele fascínio pelo fato de ser possível ordenar as palavras numa frase de uma maneira tal que, no fim de ser proferida, a frase produz numa plateia um barulho''.

E a respeito do que o levou a se tornar comediante, Ricardo destaca a importância da avó, que após perder o marido, raramente esboçava um sorriso: ''Esse desafio, para uma criança, fazer rir uma pessoa, o riso parece alegria. Não é necessariamente, mas para uma criança engana. Ainda hoje eu acho que é isso que me agrada. Eu faço rir as pessoas por razões meramente egoístas. Primeiro, porque me pagam. Segundo, porque eu gosto de ver o que acontece ao rosto de uma pessoa quando ela ri. Portanto, essa tarefa de tentar fazer rir uma velhota circunspecta era uma coisa que eu levava a sério''.

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