Em conversa no CNN Pop, Alessandra Negrini e Vinícius de Oliveira discutem desafios, conquistas e o futuro do cinema nacional

Foto: CNN Brasil

O novo episódio do Na Palma da Mari recebe Alessandra Negrini e Vinícius de Oliveira para uma conversa sobre o momento do cinema brasileiro, os desafios da indústria audiovisual e as particularidades de suas vivências em produções nacionais e internacionais. Com reflexões francas, histórias de bastidores e opiniões sobre o futuro do setor, o encontro vai ao ar nesta quinta-feira (27), às 20h, no CNN Pop.
 
Cinema brasileiro e políticas públicas

Vinícius destacou o impacto recente de Ainda Estou Aqui no público e o papel da retomada das produções nacionais: ''E cada cinema no seu país mostra o seu espelho. E com essa coisa do cinema brasileiro, a retomada do público com Ainda Estou Aqui… é incrível, porque o público volta a reparar novamente nas nossas produções. E ao mesmo tempo, faz com que políticas públicas se renovem. Eu acho que a gente está num processo lento. Poderia estar mais avançado, por tudo que a gente tem conquistado, principalmente lá fora, de premiação e reconhecimento. (...) O audiovisual ainda não tá no seu momento como a gente gostaria que estivesse. ''Alessandra também apontou a distância entre o que já melhorou e o que ainda falta avançar: ''Eu acho que os investimentos melhoraram, mas ainda está muito longe. Porque cinema é indústria, gera emprego, gera PIB. O brasileiro precisa entender isso, e os políticos também. É uma indústria forte, né.''
 
Temporada de premiações

Com a chegada do período de grandes cerimônias, Vinícius relembrou a própria trajetória: “É inevitável pensar no Oscar. Eu já vivi essa experiência. Chega essa época e sempre aparece alguma lembrança, algum post sobre Central do Brasil. Mesmo que eu não esteja pensando muito nisso, acaba voltando.”
 
A importância de prestigiar o cinema nacional

Vinícius ressaltou a disputa desigual com produções estrangeiras: ''A oferta de filmes que vêm de fora é muito grande, então a nossa divulgação é ainda mais importante. É ali que você tenta deixar o público curioso e levar ele pro cinema. É uma luta.'' Alessandra reforçou o impacto decisivo da primeira semana de bilheteria: ''Para o filme nacional, a primeira semana é muito decisiva. Se as pessoas vão ver, o filme fica em cartaz. Se não vão, ele sai, mesmo que seja bom. Prestigiem, vão ao cinema ver o filme. Faz muita diferença.''
 
''Quase Deserto'': quebrando padrões narrativos

A atriz compartilhou a sensação ao assistir ao filme: ''Quando eu vi o filme na amostra, eu saí perturbada. Ele te deixa aquela sensação de não saber onde se apoiar. Você sente a cidade, sente aquela perda de chão. E isso é muito legal no cinema, quebrar a linguagem, sair do óbvio. Não é só Hollywood, não é uma narrativa previsível. É outra coisa, é outra experiência.''
 
Ela também falou sobre improvisação e atuação em inglês: ''Eu gosto muito de improvisar quando eu interpreto, deixo um lugar de improvisação sempre presente para dar essa coisa de estar no presente. Improvisar em inglês é muito mais difícil, mas foi uma experiência interessante. Eu gostei desse desafio, embora na hora eu tenha sentido uma trava, porque a fala é tudo.''
 
O episódio completo com Alessandra Negrini e Vinícius de Oliveira vai ao ar nesta quinta-feira, dia 27, às 20h, no CNN Pop.

Anderson Ramos

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