ABRE ALAS, primeiro longa-metragem de Ursula Rösele, chega hoje aos cinemas. Produzido pela SANAR PRODUÇÕES e distribuído pela EMBAÚBA FILMES, o documentário traz aos holofotes sete mulheres entre 53 e 85 anos para que elas contem as histórias de suas vidas.
Walkiria, Dora, Silvana, Sheila, Regina, Lorena e Heloísa discorrem sobre suas trajetórias, refletem sobre suas escolhas, contam lembranças e compartilham confissões. De diferentes origens socioeconômicas, as personagens performam suas próprias vivências, transformando o ato de falar em gesto e o trauma em arte. A obra parte de uma proposta simples: escutar. Em alguns momentos, escutar, inclusive, o silêncio. São mulheres que enfrentaram violências, preconceitos, solidão e invisibilidade, mas que hoje se permitem rir, amar e existir com plenitude.
Com olhar atento, a cineasta Rösele, doutora em Cinema pela UFMG e pesquisadora da performance documental, constrói um filme que se equilibra entre o real e o simbólico. Inspirada por autores como Eduardo Coutinho e pela ideia de que ''escrever é sanar'', a diretora transforma o set de gravação em um espaço de cura e criação coletiva. ''Todo renascimento precede uma morte'', reflete ela. “Para que mulheres possam expressar, desejar e criar, é preciso que toda uma estrutura vibre, ruindo e renascendo”.
Premiado com o Melhor Destaque Feminino no Femina 2025 – Festival Internacional de Cinema Feminino, ABRE ALAS é a escolha de Ursula por ''uma rota do coração'', como define a própria diretora.
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