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| Foto: CNN Brasil |
Péricles participa do Na Palma da Mari, que vai ao ar nesta quinta-feira, 29, às 20h, e fala sobre paternidade, carreira e gestão profissional. No programa, o cantor reflete sobre como o medo da escassez influencia a relação de artistas com o trabalho, defende a liderança feminina como fator de humanização nas empresas e comenta como a maturidade mudou sua forma de lidar com o tempo e o sucesso.
Ao comentar a possibilidade de reduzir o ritmo e tirar férias, Péricles relacionou a dificuldade de desacelerar à trajetória de artistas que vieram de contextos populares. ''Dá a impressão de que você vive um momento de inutilidade porque há o costume de estar sempre correndo e batalhando por medo da escassez'', disse.
Segundo o cantor, esse comportamento está ligado a gerações que não tiveram espaço para sonhar e precisaram transformar o trabalho em garantia de sobrevivência. ''Quem veio antes da gente não tinha essa chance. Por isso o medo da escassez e a necessidade de conquistar e manter o conquistado'', afirmou.
Hoje, ele avalia que a experiência permite administrar melhor essa lógica. ''Aquela correria insana diminui. Não é que não precise mais, é que a gente consegue investir melhor no tempo. E o tempo é cada dia mais precioso.''
Equipe feminina
Péricles também falou sobre a Farias Produções, escritório que fundou com a esposa, e a decisão de estruturar a operação com maioria de mulheres. Segundo ele, assumir o controle da própria carreira foi um passo determinante. ''Quando a gente funda a Farias Produções, eu sou o artista do meu escritório. Eu sou o produto e quem cuida desse produto'', explicou.
Para o cantor, a presença feminina na liderança e no dia a dia do negócio teve impacto direto nos resultados. ''Humanizou o trabalho. A gente tem muitos bons resultados. Quanto mais mulheres na linha de frente das empresas, a gente ganha com humanização do trabalho e grandes números.''
Paternidade
No campo pessoal, Péricles afirmou que ser pai de uma menina mudou sua forma de enxergar o mundo. ''Eu precisava ser pai de menina para me humanizar'', disse. Ele contou que busca ensinar aos filhos a importância da autoestima e do respeito. ''Vocês não são melhores que ninguém, mas ninguém é melhor que vocês.''
Ao falar sobre a possibilidade de ser avô, adotou tom bem-humorado. ''Eu vou estragar mesmo'', brincou. Ainda assim, afirmou que pretende equilibrar afeto e orientação, algo que já pratica com a filha Maria Helena, de cinco anos.
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Programação
