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| Foto: CNN Brasil |
O Na Palma da Mari desta quinta-feira (12), às 20h, recebe a cantora britânica Leigh-Anne para uma conversa direta e sem rodeios sobre sua nova fase na carreira. Ex-integrante do fenômeno pop Little Mix, a artista vive agora um momento de autonomia total, e faz questão de deixar claro que está mais livre do que nunca.
Em carreira solo, Leigh-Anne lança um álbum independente que define como o retrato mais fiel de quem ela é hoje. ''Eu realmente espero que eles consigam ouvir isso. Eu coloquei meu coração nisso e, tipo, isso é literalmente, como eu digo, a representação mais verdadeira de mim como artista. E eu realmente espero que eles consigam ouvir isso, apreciar isso e também se sentir inspirados'', afirma.
O projeto também simboliza superação. ''Isso meio que conta a história da minha jornada e de como não foi um caminho fácil, mas eu consegui lançar esse álbum sozinha, de forma independente, e eu estou muito orgulhosa e feliz com isso.''
A sensação, segundo ela, é de libertação. ''Eu definitivamente me senti 100% mais livre, com certeza. Eu estou tão orgulhosa que esse é o álbum que eu sempre deveria ter feito. Tipo, eu sinto que é a melhor representação de mim.''
Agora com controle criativo total, ela não esconde o entusiasmo: ''Agora, em carreira solo, eu posso ser a versão mais verdadeira de mim. E isso é incrível.” E reforça: ''O controle criativo está todo nas minhas mãos e eu amo isso. Eu realmente gosto disso.''
Segura de suas escolhas, a cantora diz confiar no próprio instinto. ''Eu sinto que eu sei o que estou fazendo, sabe? Tipo, eu sei a música que eu amo e eu sei a música que meus fãs amam.'' Para ela, a decisão de seguir sozinha foi um movimento interno: ''Meu ego me disse pra me tornar independente. Ele me disse pra fazer um álbum que eu amo e do qual eu tenho orgulho. Ele me disse pra não pensar em caixas, expectativas e pressão e só ser eu.''
Pressão e bastidores da indústria
Leigh-Anne também relembra os anos de exposição intensa no Little Mix e a cobrança constante por perfeição. ''Definitivamente existia essa pressão de ser um modelo a seguir. Eu acho que tinha muitas pessoas olhando pra gente e, tipo, a gente ficava um pouco com medo de dizer a coisa errada ou de fazer qualquer coisa errada. Mas eu acho que, conforme fui ficando mais velha, eu meio que percebi que eu sou humana. Nós somos todos humanos.''
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| Foto: CNN Brasil |
A artista fala ainda sobre o enfraquecimento das discussões sobre diversidade racial no mercado. ''Teve um momento, talvez alguns anos atrás, em que o mundo inteiro estava falando sobre raça e isso era algo que as empresas estavam discutindo e querendo, tipo, ter mais diversidade. E essas conversas estavam acontecendo. Mas agora eu sinto que essas conversas não estão mais sendo ouvidas.''
Mesmo assim, ela garante que seguirá se posicionando: ''Se eu puder ser só uma pequena voz pra, eu acho, continuar essa conversa, então eu vou fazer isso.''
O machismo na indústria musical também entra em pauta. ''Ainda tem muitos homens arrogantes tentando dizer como eu deveria soar e quem eu deveria ser. E eu fico tipo: apenas parem. Ainda precisa mudar muita coisa.'' Em tom firme, conclui: ''Eu cheguei a um ponto da minha vida em que mereço fazer as coisas do meu jeito.''
Feminismo e rivalidade feminina
Na entrevista, Leigh-Anne defende a irmandade entre mulheres e critica a lógica da competição. ''Defender as mulheres, a irmandade, isso tudo faz parte do feminismo. E, tipo, defender umas às outras. E pra mim, eu vejo muito na indústria mulheres sendo colocadas umas contra as outras. E isso acontece o tempo todo. E às vezes parece que não existe espaço suficiente pra todas nós. Quando, claro, deveria existir.''
Ela também questiona os rótulos impostos às artistas. ''Até mesmo mulheres sendo colocadas em caixas e rotuladas, e a gente não pode simplesmente ser quem é.'' E reforça: ''Eu acho que a gente precisa manter essa conversa viva.''
Maternidade e coragem
Mãe de duas meninas, Leigh-Anne afirma que a maternidade mudou sua forma de encarar a vida e a carreira. ''Me deixa muito mais destemida. Eu olho pras minhas filhas e elas são as coisas mais destemidas que eu já vi.''
Para ela, a experiência ampliou a percepção da força feminina. ''Definitivamente me fez sentir que podemos fazer tudo. Eu não sei como nós, mulheres, damos conta, mas a gente usa vários chapéus e faz funcionar.''
Ao falar sobre equilíbrio, é sincera: ''Encontrar equilíbrio é muito difícil e você nunca realmente tem isso. Então eu luto com isso às vezes. Mas eu olho pra mim mesma e penso: você está fazendo isso certo. Não é fácil.''
O episódio vai ao ar nesta quinta-feira (12), às 20h, no Na Palma da Mari, na CNN Pop.
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