No Cinejornal, Marina Person fala sobre estreia de Isabel no Festival de Berlim

Foto: Divulgação

A atriz e diretora Marina Person é a convidada do Cinejornal, do Canal Brasil, no dia 11 de fevereiro, às 19h30. Em conversa com o repórter Kiko Mollica, ela celebra a estreia mundial de ''Isabel'', longa que protagoniza e no qual assina o roteiro com Gabe Klinger. O filme foi selecionado para a Mostra Panorama do Festival de Berlim. ''É o primeiro filme do Gabe produzido no Brasil'', destaca Marina sobre a coprodução entre França e Brasil, rodada em São Paulo em película 16 mm, de forma artesanal.

No filme, Marina interpreta uma mulher que trabalha como sommelière no universo da alta gastronomia paulistana e tenta escapar de um chefe controlador para montar o próprio bar de vinhos. A atriz conta que a experiência teve um sabor especial por remetê-la ao início da carreira. ''Foi muito legal voltar a uma forma de fazer cinema de quando eu comecei, logo depois de sair da faculdade. Eu fazia assistência de câmera e de direção em filmes rodados em película. É muito gostoso retornar a essa escala menor, mais artesanal'', afirma. Ela relembra ainda os desafios do processo: ''Filmamos por três semanas e depois tivemos que esperar o filme ser revelado fora do Brasil. Foi uma loucura, a gente não sabia se tinha dado certo ou não''. O ator Caio Horowicz contracena com Marina no longa — os dois já haviam trabalhado juntos em ''Califórnia'' (2015), dirigido por ela.

No programa, Marina também fala da maratona especial dedicada ao aniversário de Luiz Sergio Person (1936-1976) no Canal Brasil. O cineasta completaria 90 anos em 12 de fevereiro. Serão exibidos, a partir das 14h30,  ''São Paulo Sociedade Anônima'' (1965), ''O Caso dos Irmãos Naves'' (1967), ''Panca de Valente'' (1968) e ''Cassy Jones, O Magnífico Sedutor'' (1972). Ao comentar os dois últimos títulos, ela observa que '' 'Cassy Jones, O Magnífico Sedutor' e 'Panca de Valente' são muito um retrato do que não se fazia naquela época [em referência ao período da ditadura militar]''. Marina destaca ainda a variedade da filmografia do pai: ''Quando olho para os filmes dele, vejo alguém que gostava muito de cinema e de experimentar gêneros diferentes. A comunicação com o público era algo fundamental para ele''. E conclui, lembrando a trajetória intensa do diretor: ''Ele morreu com 39 anos, fez cinema, foi ator de cinema e de teleteatro, fez teatro e publicidade. Foi muita coisa. Ele certamente tinha uma pressa de viver''.

Anderson Ramos

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