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O novo episódio do Na Palma da Mari (Especial de Verão) recebe o influenciador Mateus Machado, mais conhecido como Tet Trem, para um bate-papo direto e inspirador com Mari Palma sobre sucesso na internet, responsabilidade, inseguranças e a realização do maior sonho de sua vida: dar uma casa nova para a mãe.
Reconhecido como Top 10 Forbes Creators, Tet reflete sobre o peso simbólico de ocupar um espaço de destaque como jovem criador preto na internet. ''Ser eleito Top 10 Forbes Creators foi uma ficha que me ajudou a entender que eu estava chegando lá. Ocupar esse lugar de referência é uma grande responsabilidade. Quando eu era criança, não tinha na internet essa pessoa preta que eu olhava e dizia: 'quero ser igual a você'. Minha missão é deixar um legado para que olhem minha história e falem: 'dá para chegar lá mesmo vindo do nada' '', afirma.
Ele também destaca que assumir o cabelo natural se tornou parte dessa afirmação de identidade. “Até meu cabelo é um símbolo disso; parei de usar secador e deixei crescer para assumir quem eu sou”, completa.
Do estágio de R$ 300 à liderança empresarial
Além do sucesso como criador de conteúdo, Tet revela seu lado empreendedor. Fundador da POV Creators, gerenciadora de carreira e produtora de conteúdo, ele conta que saiu de um estágio de educação física, onde ganhava R$ 300, para estruturar uma empresa com cerca de 40 colaboradores.
''Foi o trabalho que me trouxe para São Paulo, com toda a certeza do mundo. Eu também sou empresário, o que muita gente não sabe. Profissionalizei o processo muito rápido; hoje temos 40 colaboradores. Eu ocupo um lugar de líder, mas sou bem tranquilo, sou o que dá a 'quebrada de gelo' e chega rindo, enquanto meu sócio é o braço mais sério'', explica.
Ostentação, investimento e prioridades
Ao falar sobre dinheiro, Tet apresenta uma visão estratégica sobre conquistas e investimentos. ''Eu acredito que a ostentação é se mostrar como uma conquista. É uma forma de mostrar para quem está te assistindo que dá para chegar ali!'', diz.
No entanto, ele afirma que a maior parte do que ganhou foi reinvestida. ''Praticamente 90% do dinheiro que eu arrecadei a gente investiu na empresa, em publicidade, em equipamento ou na casa que está sendo construída para a minha mãe. Então, está tudo guardado e aplicado. Eu não tenho carro, eu ando de Uber para cima e para baixo. E, para mim, está tudo certo.''
Medo, ambição e origem humilde
Em um dos momentos mais marcantes do episódio, o influenciador fala abertamente sobre sua maior insegurança. ''Eu acho que é o maior medo de qualquer um que vem do nada. 'E amanhã? E ano que vem? E daqui 5 anos?' (…) Eu acho que o meu maior medo é morrer pobre. Com toda a sinceridade.''
Para ele, a conquista da casa da mãe representa não apenas estabilidade financeira, mas o cumprimento de uma promessa pessoal.
Internet, coragem e risco
Nascido em 2002, Tet se define como parte da geração que cresceu junto com a internet e viu no universo digital uma possibilidade real de transformação. ''Eu fazia parte da transição entre brincar na rua e ficar dentro de casa. Vi um cara que gravava conteúdo de videogame e pensei: 'por que não posso fazer isso?' (…) A minha grande motivação da vida hoje é esse questionamento: 'por que não fazer?' '', afirma.
Para quem deseja seguir na criação de conteúdo, ele deixa um recado direto: ''Você não pode ter medo de 'flopar'. Até hoje a gente ‘flopa’ 1 milhão de vídeos, porque o nosso fluxo é muito grande. Tem que se arriscar, estudar e estar atento às tendências. A internet não é uma fórmula exata.''
Timidez e vida fora das câmeras
Apesar da imagem expansiva diante do público, Tet revela que é tímido e caseiro. ''Eu sou o ‘menino do sofá’. Na adolescência, eu era o garoto do videogame que não dava oi para ninguém. Hoje, o trabalho me obrigou a ser carismático, mas eu sou tímido. Meu prazer é encerrar o dia, pedir uma comida e jogar FIFA ou assistir um anime'', conta.
Relação com a mãe e realização de um sonho
A conversa também ganha contornos emocionais ao abordar sua relação com a mãe. ''O meu maior sonho era aposentar minha mãe pela segunda vez. Ela tem 67 anos e, quando se aposentou, o salário foi cortado em 40%. Tive como meta ajudá-la e agora estou construindo a casa dela, tirando ela para um lugar melhor.''
Segundo Tet, a mãe demorou a compreender o trabalho na internet, mas hoje reconhece a concretização das conquistas. ''Quando vamos jantar ou ao cinema, ela vê que as coisas se concretizaram'', afirma.
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Programação
