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| Foto: MUBI |
A MUBI, distribuidora global, serviço de streaming e produtora, apresenta a nova coleção Vozes Femininas: Os Filmes de Eunice Gutman. A partir desta sexta, 6/3, cinco documentários da cineasta estarão disponíveis na plataforma: Mulheres: Uma Outra História (1988), Duas Vezes Mulher (1985), Só no Carnaval (1982), E o Mundo era Muito Maior que a Minha Casa (1976) e Vida de Mãe é Assim Mesmo? (1983).
A seleção, que celebra sua obra feminista, também inclui Eunice Gutman Tem Histórias (2025), documentário de Lucas Vasconcellos. Com trechos de seus filmes, a produção comemora os 50 anos de seu legado no cinema. Exibido no Festival do Rio de 2025, tem a participação de Zezé Motta, Benedita da Silva e Jandira Fhegalli.
Caracterizada pela não ficção, a filmografia de Eunice deu voz às mulheres marginalizadas de todas as idades, com um olhar crítico, profundo e feminista. Sua obra aborda questões sociais ainda atuais, como desigualdade, infância na favela, performance normativa, função reprodutiva e a migração do campo para a cidade.
No mês em que se celebra o Dia Internacional da Mulher, a MUBI presta homenagem a essa importante cineasta. Sua visão de uma sociedade mais justa jamais se rendeu à acomodação, e a incitação à revolução presente em seus documentários ainda reverbera.
Sobre Eunice Gutman
Eunice Gutman, 85 anos, é uma das primeiras montadoras do cinema brasileiro. Antes, foi professora primária e cursou sociologia. Na década de 1970, formou-se em cinema na Bélgica, no INSAS - Instituto Nacional Superior de Artes, Espetáculos e Técnicas de Difusão de Bruxelas. De volta ao Brasil, deu início de forma independente à sua trajetória no cinema com E o Mundo era Muito Maior que a Minha Casa (1976), sobre a alfabetização de adultos em uma área rural.
Corroteirista de Os Doces Bárbaros de Jom Tob Azulay, também dirigiu o curta A Rocinha Tem Histórias, vencedor dos prêmios de melhor direção nos Festivais de Brasília (1985) e Gramado (1987).
Seu trabalho mais recente é Mal-estar de um Anjo (2025), estrelado por Letícia Spiller e Gabriella Farias. O curta é um dos segmentos que compõem o longa-metragem Rio de Clarice, sobre a prosa de Clarice Lispector.
Eunice foi presidente da Associação Brasileira de Documentaristas (ABD/RJ) entre 1985 e 1987, além de sócia-fundadora da Abraci – Associação Brasileira de Cineastas.
