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| Foto: CNN Brasil |
No episódio desta semana do Na Palma da Mari - Verão, Mari Palma recebe o sambista Diogo Nogueira para uma conversa descontraída sobre a carreira e novos projetos, maturidade para lidar com a exposição, referências e relação com a família.
Carreira e o projeto ''Infinito Samba''
Para comemorar suas duas décadas de carreira, Diogo Nogueira fala sobre a turnê 'Infinito Samba', projeto que busca trazer a sonoridade de orquestra para o samba em três horas de show, que estreia neste mês. Diogo diz que os 20 anos de samba são a realização de um sonho e que nunca imaginou chegar a esse patamar. "É uma sensação de realização profunda; eu nunca imaginei que minha carreira seria tão estabelecida", comenta.
O Samba e a nova geração
O cantor desabafa sobre a dificuldade de viver do samba no Brasil: “Não é fácil viver de samba neste país. É sempre mais complicado conseguir patrocínio e verba para realizar os projetos da forma grandiosa que a gente gostaria, mas sinto que o samba vive um momento especial agora", explica.
Mesmo com os desafios no cenário, o cantor revela que ficou surpreendido positivamente com o interesse da nova geração ao estilo musical e cita como exemplo o filho Davi Nogueira, de 20 anos, que escuta nomes como Cartola e o avô,João Nogueira, em sua playlist. ''O que me surpreende é a nova geração; meu filho tem 20 anos e a playlist dele tem Cartola e João Nogueira. Essa garotada tem a facilidade da tecnologia e usa isso para pesquisar o passado", comenta. Além de reafirmar a importância do olhar com orgulho ao passado. ''O jovem que frequenta a roda de samba hoje entende que, se existimos agora, é porque houve um passado que pavimentou a estrada.'' afirma.
Família e Influências
Diogo compartilha suas memórias de infância e relembra que acordava e encontrava em casa Alcione, Beth Carvalho e Martinho da Vila, diz também que o pai gostava muito de reunir os amigos para comida e roda de samba, e que para ele e a família, era algo normal.
Ele revela que apesar de filho de músico, não se via seguindo o caminho do pai, tinha sonho de ser jogador de futebol e a chave virou aos 25 anos após a morte do pai. ''Engraçado que eu não queria ser cantor, queria ser jogador de futebol. Só fui virar artista de verdade aos 25 anos, depois que meu pai faleceu.''
Exposição e Maturidade
Como uma figura pública, ele revela como lida com a exposição e a opinião das pessoas. ''Lido bem com a exposição porque sou um cara calmo e prático. Entendo que o artista está em uma "prateleira'' e que as pessoas criam coisas que não são reais. E conta que recentemente passou por uma situação que o prejudicou profissionalmente e precisou se posicionar ativamente. ''Recentemente, fui muito prejudicado profissionalmente por mentiras que inventaram sobre minha vida pessoal, perdi trabalhos de publicidade, e precisei me posicionar juridicamente.
Além de comentar como as pessoas se comportam de uma maneira retrógrada quando comentam sobre a vida de pessoas famosas. “Acredito que duas pessoas adultas podem terminar um relacionamento com entendimento e respeito. O amor não acaba, ele só se transforma. É muito retrógrado as coisas terminarem sempre em guerra.” diz.
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