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| Foto: CNN Brasil |
No episódio desta semana do Na Palma da Mari - Verão, Mari Palma tem como convidado o comediante Fábio Porchat para um bate-papo sobre criatividade, vício digital e a imbecilização, vida real e virtual, matemática da comédia, e responsabilidade e empatia.
Durante o bate-papo, o ator comenta que a criatividade do comediante não vem de um único lugar, mas de tudo ao seu redor. ''As ideias surgem de sinapses muito loucas. Às vezes, assisto a uma peça, faço uma viagem ou vejo um hipopótamo e, do nada, tenho a ideia de uma cena em um museu. A criatividade é estranha porque não é preto no branco; você precisa estar atento, ler muito e assistir a tudo para alimentar essas conexões'', disse.
Impactos do vício digital
Fábio fala sobre o vício digital e diz que o 'celular está destruindo a criatividade', o ator sente que está se tornando imbecil com o uso das redes sociais. ''O celular está destruindo a criatividade. Eu sinto que tenho ficado mais imbecil por conta das redes sociais. É um vício de drogado; a dopamina que libera ali só faz bem para quem quer que você continue consumindo'', comentou.
O comediante revela que começou a ter dificuldades para ler livros e que precisa se treinar para voltar, e aconselha deixar o aparelho longe para que o cérebro funcione. "Eu percebi que ler um livro começou a ficar difícil, eu me disperso e preciso me treinar para voltar. Se você quer que seu cérebro funcione, precisa tirar o celular do ambiente. Só de ele estar do seu lado, um pedaço do seu cérebro já está disputando atenção com ele'' desabafa.
A fórmula da comédia
Porchat explica que, diferente do drama, na comédia, a comunicação é direta, se a piada não gerou humor, falhou e não há explicações. Que existe um tempo para cada ação, com resultado imediato. ''No drama, o crítico explica para o público o que o diretor quis dizer; na comédia, se eu faço a piada e você ri, a comunicação foi direta. Se ninguém riu, a piada falhou e não adianta explicar. Existe um olhar matemático no tempo da comédia, no cair no chão, no ajuste do texto'', detalhou.
Vida real x Vida virtual
Como figura pública, afirma que a vida real difere muito da vida na internet. Comenta que na vida virtual a opinião das pessoas sobre você é polarizada, ou te amam ou te odeiam, e destaca que o ódio gera mais engajamento porque aquele que odeia quer que todo mundo odeie junto com ele. ''A vida real é muito diferente da virtual. Na internet, ou as pessoas te amam ou te odeiam, e o ódio engaja muito mais porque ele quer que todo mundo odeie junto com ele. Na rua, nunca ninguém me xingou ou brigou comigo'', disse.
"Eu sinto se o meu trabalho está dando certo no aeroporto, no metrô, falando com o taxista ou tirando foto com as pessoas depois da peça. O termômetro autêntico é a gente, o olho no olho. A rede social é muito impulsiva e serve muito para alimentar o ego e a vontade de parecer virtuoso'', afirmou.
Na Palma da Mari
Toda quinta-feira, às 20h (horário de Brasília), no canal CNN Pop no YouTube.
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