O estúdio da CNN Brasil no CMO Summit se transformou, nos dias 25 e 26 de março, em um ponto de encontro das principais lideranças de marketing do país. Entre entrevistas e debates, um consenso emergiu: a inteligência artificial acelera negócios, mas o futuro das marcas será decidido pela capacidade de entender pessoas, construir reputação e planejar no longo prazo. Ao longo da cobertura, executivos compartilharam bastidores de estratégias, desafios e movimentos de expansão, revelando como o marketing vem assumindo papel cada vez mais central na sustentabilidade dos negócios.
Para Bruno Bianchini, vice-presidente comercial da CNN Brasil, a participação da emissora no evento teve um balanço amplamente positivo: ''Acompanhamos a evolução do CMO Summit desde a sua estreia no formato presencial, no ano passado. Retornamos agora com o peso estratégico do nosso estúdio, fortalecendo um ecossistema de mídia que fala diretamente com quem toma decisões. Essa iniciativa tem como principal objetivo dar visibilidade às marcas que lideram o mercado e desenham o futuro dos negócios'', destacou.
IA como motor, e não destino
A inteligência artificial dominou as conversas, mas sob uma perspectiva pragmática. Para Andrea Nocciolini, diretora de branding do Inter, a tecnologia é ferramenta para aprofundar relações. “A tecnologia vem como um motor”, afirmou. “A gente vem trabalhando muito na hiperpersonalização”, explicou, destacando que o uso de dados permite compreender melhor a jornada financeira e oferecer experiências mais relevantes.
O contraponto humano foi reforçado por André Brito, CMO da Bauducco. Em meio ao avanço tecnológico, ele acredita que o diferencial seguirá sendo emocional: ''A gente acredita muito no ser humano tendo um papel ainda mais preponderante na condução das marcas, criando conexões mais genuínas e verdadeiras.'' A busca por equilíbrio entre inovação e empatia apareceu em diferentes setores. Na Porto, por exemplo, a IA é vista como ferramenta para ampliar eficiência e facilitar a experiência do cliente, sem substituir a relação de confiança.
Expansão global: paciência e leitura cultural
O evento também revelou os bastidores de movimentos estratégicos de internacionalização e entrada no mercado brasileiro. Louise Rossetti, diretora de comunicação e marketing da H&M no Brasil, detalhou o longo processo de preparação da marca para o país: ''A gente passou 10 anos estudando o mercado esperando o momento certo, porque queríamos chegar com a nossa maior proposta de valor.'' A executiva destacou que a estratégia envolve respeito à complexidade local e forte aposta em relevância cultural para conectar a marca ao consumidor brasileiro.
No setor financeiro, a expansão internacional também ganhou destaque. Priscila Salles, CCO do Inter, revelou que a presença da marca fora do país vem crescendo rapidamente, impulsionada pela comunidade latino-americana e por experiências além do universo financeiro. A instituição já soma mais de 43 milhões de clientes e abre cerca de 40 mil contas por dia, enquanto amplia presença nos Estados Unidos e avança para novos mercados da América Latina.
Marketing fora do escritório
Outro tema recorrente foi a transformação do papel do CMO, cada vez mais conectado ao negócio como um todo. Para André Ramello, VP da Bimbo Brasil, o marketing precisa voltar às ruas: ''Não existe mais marketing de escritório. Quem quer entender o mercado precisa estar com o consumidor e com o ponto de venda.'' A visão foi ecoada por Marcelo Trevisani, CRO do Efi Bank, que alertou para o risco de campanhas que geram visibilidade sem impacto real.
As entrevistas completas com os executivos do CMO Summit 2026 podem ser vistas no Youtube da CNN Brasil.
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