![]() |
| Foto: Reprodução/Globo |
O 'Paulistar' deste sábado (21) vai à Zona Leste da capital para um passeio pela Vila Carrão. O bairro é marcado pela forte presença da cultura de Okinawa, resultado da imigração japonesa ao longo do século XX, e por uma organização social estruturada em torno de clubes, associações e outros espaços de convivência. Guiada por Joyce, residente local, Valéria Almeida explora a região, que teve origem em antigas chácaras no século XIX, passou por um processo de urbanização nas décadas seguintes e hoje abriga cerca de 75 mil moradores.
A jornada começa no Clube Vila Manchester, nome pelo qual é conhecido o Centro Esportivo Vicente Ítalo Feola, inaugurado em 1968 em uma área que anteriormente abrigava campos de futebol.
Frequentado por moradores de diferentes idades, o clube se consolidou como um dos principais pontos de encontro da Vila Carrão, oferecendo atividades gratuitas como alongamento, pilates, dança e esportes. Ao lado da anfitriã Joyce, Valéria conhece histórias de frequentadores antigos, como Seu João, morador da região há mais de oito décadas e um dos primeiros a jogar futebol de salão no local.
A visita também perpassa a história do bairro e revela a origem do nome Vila Carrão: uma homenagem a João da Silva Carrão, que foi presidente da então Província de São Paulo em meados do século XIX. Décadas depois, a chegada de imigrantes japoneses, principalmente da ilha de Okinawa, transformou a dinâmica cultural da região, implementando tradições próprias.
Um dos principais símbolos dessa herança é a Associação Okinawa, fundada em 1957 por imigrantes e mantida até hoje como um espaço aberto à comunidade. No local, Valéria acompanha atividades como o gateball, prática esportiva tradicional japonesa, além de apresentações de taikô, instrumento de percussão ligado a rituais e celebrações de Okinawa, e de shishimai, dança do leão associada à proteção e à boa sorte. Durante a visita, ela conversa com moradores e descobre que a Associação também oferece aulas gratuitas de diversos esportes, como o próprio gateball, e atividades culturais, fortalecendo os vínculos comunitários do bairro.
A diversidade cultural se amplia com a presença da dança hula, manifestação havaiana que encontrou afinidade com a cultura de Okinawa e foi incorporada às atividades da Associação. Valéria participa de uma aula e conhece alunas de diferentes idades, que veem na aula de dança um espaço de expressão, conexão e afeto.
A gastronomia também integra o roteiro. Em um restaurante comandado por descendentes de japoneses, Valéria e Joyce experimentam pratos inspirados na culinária de Okinawa, como o hot roll, versão frita do sushi que se popularizou no bairro. Em seguida, o passeio continua em um izakaya, típico boteco japonês, criado por Tio Lu, morador conhecido da comunidade. No local, pequenos pratos são compartilhados no balcão, reforçando o espírito de coletividade que marca a região.
Entre clubes, associações, restaurantes e histórias de moradores, o episódio revela como a Vila Carrão se construiu como um bairro onde tradição e convivência caminham juntas. No segundo episódio da temporada, o 'Paulistar' mostra como a cultura de Okinawa segue viva no cotidiano da Zona Leste.
Com direção de Beto Silva, produção de Nathalia Pinha e direção de gênero de Claudio Marques, o 'Paulistar' é exibido aos sábados, logo após a edição especial de 'Terra Nostra', e leva para a tela da TV Globo um retrato da diversidade paulistana.
Tags:
Programação
