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| Foto: Ana Paula Santos/ Acervo TV Cultura |
Na próxima terça-feira (17/3), Marcelo Tas entrevista, no Provoca, o cientista político, jurista e professor de Direito Constitucional Conrado Hübner Mendes. O entrevistado fala sobre o Judiciário brasileiro, liberdade de expressão, o termo ''magistocracia'', entre outros temas. A edição vai ao ar às 22h30, na TV Cultura.
Tas inicia o programa questionando sobre as críticas e considerações que o convidado tem, para além do Supremo Tribunal Federal. ''Eu sou crítico de certas formas pelas quais os agentes dentro dessas instituições se comportam de modo a prejudicar as próprias condições de respeitabilidade, legitimidade dessas instituições (...) a crítica, ela é um exercício para defender as instituições, não para minar essas instituições. É fundamental que a gente, de fato, comece essa conversa fazendo essa distinção, porque senão as coisas se confundem'', afirma Conrado.
Durante a entrevista, os dois falam também sobre a dificuldade do sistema em estabelecer limites, não só para o STF, mas para o Judiciário. ''A gente está falando de limite num sentido bem particular, em primeiro lugar, das condutas que são necessárias para essa autoridade tão central no Estado de Direito, que é o juiz, que é o magistrado'', explica. Segundo o jurista, a lei está frouxa e não basta estar só no papel, precisa ter uma autoridade que a aplique.
O termo ''magistrocracia'' também entra em pauta e o cientista político explica que é um neologismo que brinca com a ideia de magistrado, mas que é importante não generalizar. ''Estou falando de uma fração, uma fração muito poderosa, uma fração muito hegemônica, que ocupa os cargos mais altos da justiça, mas que tem certas características muito antidemocráticas, muito pré-modernas e pré-republicanas, por assim dizer''.
Ainda nesta edição, Marcelo Tas menciona a regulação das redes e plataformas e que, dentro deste contexto, muito se fala sobre a ditadura. Neste sentido, Conrado afirma que existe uma grande ilusão de liberdade na internet. ''A ilusão de que nós estamos exercendo uma liberdade de expressão. Só que essa expressão, regulada pelo algoritmo que a gente não vê, ela está sendo regulada pelo poder privado, por meio de um código que a gente desconhece'', conclui.
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Programação
