'Aqui Não Entra Luz': conheça as personagens que dão voz ao documentário

Rosarinha - (foto: divulgação)

''História de empregada doméstica não é uma história bonita de se contar. O que levou vocês a fazerem esse filme?'' A pergunta, feita por uma das entrevistadas ao final do documentário AQUI NÃO ENTRA LUZ define o ponto de partida do longa dirigido por Karol Maia, que estreia nos cinemas brasileiros em 7 de maio, com distribuição da Embaúba Filmes.

A resposta não vem de forma direta, mas se constrói ao longo dos encontros que a diretora estabelece com mulheres de diferentes regiões do país. Filha de empregada doméstica, Karol Maia busca encontrar, em conversas com diferentes mulheres, um retrato de sua própria mãe. Mas ela descobre mais do que isso: personagens incríveis com vivências únicas e, contrariando a pergunta que abre o texto, histórias bonitas para contar.

Cristiane Graciano - (foto: divulgação)

De Minas Gerais, Rosarinha relembra os sonhos interrompidos da infância. Quando criança, queria ser professora. No Rio de Janeiro, Cristiane compartilha histórias duras, mas também o seu despertar, quando abordou a patroa para dizer: ''Eu quero conhecer o mundo, quero saber como o mundo é''.

Do Maranhão, Mãe Flor imprime leveza e força à narrativa. Entre histórias e canções, ela afirma: ''Minha bisavó foi escrava, mas eu nunca fui'', antes de celebrar sua trajetória com bom humor e cantando ''eu já rodei o mundo inteiro e não encontrei uma cabocla mais sabida do que eu''.

Mãe Flor - (foto: divulgação)

Do Maranhão, Mãe Flor imprime leveza e força à narrativa. Entre histórias e canções, ela afirma: “Minha bisavó foi escrava, mas eu nunca fui”, antes de celebrar sua trajetória com bom humor e cantando ''eu já rodei o mundo inteiro e não encontrei uma cabocla mais sabida do que eu''.

Na Bahia, Marcelina confronta uma das expressões mais comuns, e problemática, da relação com as empregadas domésticas: ''Não gosto dessa frase 'como se fosse da família'. Não sou da família. Me sinto desrespeitada''. Sua fala desmonta, com precisão, uma lógica que mascara desigualdades profundas sob a aparência de proximidade.

Marcelina Martins - (foto: divulgação)

Ao reunir essas vozes, o documentário constrói um mosaico que revela como o trabalho doméstico, no Brasil, está profundamente ligado a questões estruturais de raça, gênero e classe. Sem hierarquizar histórias, o filme aposta na escuta como forma de construir presença e memória.

Neste 27 de abril, Dia da Empregada Doméstica, as histórias da mãe da Karol, da Rosarinha, da Emanuele, da Mãe Flor e da Marcelina ganham ainda mais força. São trajetórias que ajudam a iluminar realidades muitas vezes invisibilizadas e que estão no centro de AQUI NÃO ENTRA LUZ. O filme estreia nos cinemas brasileiros em 7 de maio.

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