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| Foto: Reprodução |
O vice-presidente do Cruzeiro, Pedro Junio, é o convidado do programa CNN Esportes S/A deste domingo (12), ás 21h15, em entrevista a João Vítor Xavier. Durante a conversa, o dirigente aborda a troca de comando técnico, a reorganização financeira da SAF sob influência da gestão familiar e os planos para o futuro da Raposa.
Sobre a escolha de Artur Jorge como treinador, Pedro Junio afirma que a decisão tem como objetivo tirar o clube de uma situação incômoda no Campeonato Brasileiro. Ao comentar a saída de Tite, destaca que, apesar de um planejamento de longo prazo com um profissional vencedor de duas Copas do Mundo, a falta de desempenho e resultados levou a um ''reajuste de rota''.
''A nossa necessidade é sair da zona de rebaixamento e é nisso que a gente vai trabalhar para sair o mais rápido possível'', afirma o vice-presidente, reforçando que o Brasileirão é a prioridade do momento.
Herança de Ronaldo e equilíbrio financeiro
Pedro Junio elogia o trabalho de Ronaldo Fenômeno e afirma que ele e sua equipe tiraram o Cruzeiro do ''fundo do poço''. Segundo o dirigente, a dívida que se aproximava de R$ 1 bilhão foi renegociada para cerca de R$ 700 milhões. A atual gestão segue o plano de recuperação judicial e projeta a quitação em até oito anos, com possibilidade de antecipação.
No campo das receitas, o executivo afirma que o faturamento dobrou nos últimos dois anos, impulsionado por resultados como a final da Sul-Americana, o terceiro lugar no Brasileiro e a semifinal da Copa do Brasil. Ele acrescenta que a gestão atual não possui dívidas de curto prazo e mantém salários em dia.
Gestão familiar e profissionalização
O dirigente destaca que trouxe para o futebol a experiência de 30 anos da empresa familiar no varejo. ''A gente enxerga o Cruzeiro como um grande negócio, mas a paixão se eleva acima dos negócios. A família se une para não tomar decisão errada'', afirma, citando o pai, Pedro Lourenço, como referência no planejamento do grupo.
Base como ativo estratégico
Para o futuro, Pedro Junio classifica as categorias de base como o principal ativo para equilibrar a disputa com clubes como Flamengo e Palmeiras. A estratégia é formar e vender atletas de alto nível para fortalecer a sustentabilidade financeira, tratando o futebol como uma operação que precisa gerar receitas.
