Fabio Mello critica títulos do Botafogo em 2024 no ''Sport Insider''

Fabio Mello foi ex-meiocampista em times como São Paulo e Fluminense e é um agente FIFA há mais de 20 anos. Crédito: Andressa Baldoni - Sport Insider

No novo episódio da nova temporada do Sport Insider, o jornalista Rodrigo Capelo recebe o ex-jogador, agente de futebol e empresário, Fabio Mello. Na temporada, o apresentador já entrevistou Fabiola Molina, Cesar Grafietti, Lênin Franco e Júnior Moraes, Mauro Beting e Alexandre Vasconcellos. As entrevistas pode ser conferidas em todas as plataformas da N Sports (YouTube, Fast TV e TV por assinatura), além de Spotify e Deezer. Porém, o sexto episódio, que vai ao ar nesta sexta-feira (17), está especialmente atrativo pelas polêmicas.

''Para mim, é uma vergonha os títulos do Botafogo em 2024. Tirando quem é especialista em finanças, fui um dos primeiros a expor esse modelo do Botafogo, que não era verdadeiro com o que estava acontecendo. Estavam contratando, ganhando, não pagando e servindo de modelo de gestão. Não dar para ser uma referência se somos inadimplentes. Em 2013, o Atlético-MG foi campeão da Libertadores com o mesmo modelo. Esse modelo de ser campeão no Brasil precisa acabar, tem que ser campeão como o Flamengo ou como o Palmeiras'', alerta Fabio.

Um episódio que traz fortes posicionamentos e opiniões polêmicas do ex-jogador de 50 anos, que começou no São Paulo e teve passagens pelo próprio Galo e Fluminense no começo dos anos 2000. ''A imagem de sanguessuga é culpa dos próprios agentes, é um fato. Mas isso não combina comigo e diversos amigos meus agentes. É por isso que estou me reinventando mais uma vez. Por ser ex-atleta e agente de jogador, me dá uma imagem que é muito rasa perto do que eu posso contribuir e posso ser. Na minha visão, a cadeia está errada, o agente nunca pode ser credor do clube. Não existe o atleta não pagar para o empresário'', se justificou para explicar seu cargo de agente de futebol.

Ao mesmo tempo, quando questionado se não dá para fazer futebol profissional sem agente, Fabio traz uma reflexão que justifica o porquê está querendo se reinventar. ''Por enquanto, ainda é preciso ter o agente. Na minha visão, o agente se tornará coadjuvante nessa operação, se a cadeia de negócios for séria. As famílias de todas as classes sociais estão estimulando seus filhos a serem jogadores. Os pais não precisam de alguém para indicar os filhos, precisam de orientação, um plano de carreira definido, porque os clubes já têm todas as plataformas de informações. Nossos 40 clubes de série A e B estão extremamente estruturados nesse ponto. Os grandes clubes europeus conhecem tão bem a nossa base, como nós conhecemos. Os agentes perderam importância''. 

Isso porque o bate-papo começou abordando a estrutura de quem dirige os times com uma avaliação perspicaz do entrevistado. ''Eu vejo os executivos de futebol hoje muito sobrecarregados com a função, se você ligar para um e pedir para tomar um café, ele não consegue. Ele fica no 'furacão' 24 horas por dia. Eles não conseguem sair do ambiente e olhar de cima no próprio clube que está gerindo. Tem um acúmulo de funções, uma pressão direcionada a ele por resultados que não deveria ser só dele e vejo esse executivo com pouca autonomia para que a opinião dele prevaleça'', argumentou Fabio.

A N Sports está em sete operadoras de TV Paga (CLARO TV – Canal 566, VIVO TV – Canal 567, SKY+, ZAPPING – Canal 24, SOUL TV – Canal 196, NXTV e INTC – Canal 90). Além disso, está em cinco plataformas em canais de FAST TVs (Samsung TV Plus – Canal 230, LG TV – Canal 801, TCL – Canal 10014 e VIDAA, RecordPlus e NXTV), totalizando 13 operadoras em cobertura.

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