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| Foto: Divulgação RECORD |
No Domingo Espetacular exibido ontem (12/04), Leandro Lehart, vocalista do Art Popular, quebrou um silêncio de quatro anos sobre uma acusação de estupro e cárcere privado, em entrevista a Roberto Cabrini.
Lehart foi condenado a quase dez anos de prisão, após o julgamento da denúncia de uma mulher com quem se relacionou. Ele responde em liberdade e recorre da sentença. Além de se defender na Justiça, nesta semana o artista promoveu o lançamento, do documentário "Socorro em Silêncio – Entre Fatos e Narrativas'', no qual apresenta sua versão dos fatos.
Frente a frente com Cabrini, Lehart, falou sobre o caso. "Eu sou inocente", reiterou. "Estou sendo vítima de vingança", disse o artista, que também explicou como pretende comprovar sua inocência: "Existem muitas provas, muitas perícias, muitos laudos que desconstroem totalmente essa história".
O cantor afirmou que chegou a denunciar a mulher em uma delegacia: ''Eu fiz o boletim de ocorrência porque sabia que ela estava, de alguma maneira, pedindo dinheiro, pedindo ajuda que eu não podia mais''.
O jornalista o questionou: "Ela te acusa de estupro, de cárcere privado e de obrigá-la a atos que ela não queria fazer". Lehart argumentou: "Cadê uma foto? Cadê um vídeo? Cadê um laudo? Cadê uma perícia?". Cabrini então perguntou sobre uma confissão escrita por ele que consta no processo. "Eu escrevi dentro de um contexto emocional. Não existe nada, nenhum fato", respondeu o cantor.
Para Lehart, a vítima distorceu suas falas: ''Tinha um problema emocional antes de me conhecer, tudo o que ela fala é sobre o contexto da família dela, não sobre mim. Eu sou inocente. Essas conversas foram tiradas de contexto. Criaram um fato que virou uma suposta confissão, só que não existe comprovação nenhuma''.
Na entrevista, ele destacou as contradições do caso, dentre elas a acusação cárcere privado. O cantor revelou que seu banheiro não possui tranca pelo lado de fora e seria impossível trancá-la. Ele ainda contou que ambos mantiveram contato, tendo alguns encontros posteriores: "Uma vítima voltaria para jantar com o suposto opressor? [...] Aprisionar alguém é jantar, conversar, trocar ideias?".
Ele ainda reclamou do direcionamento do processo: "A Justiça é pressionada por um momento histórico em que o Brasil maltrata muito mulheres. E, aí, ela pega esse contexto e quer dar algum tipo de exemplo para a sociedade, condenando pessoas sem nenhuma prova. Uma vítima voltaria para jantar com o suposto opressor? Aprisionar alguém é jantar, conversar, trocar ideias?''.
A integra da entrevista está disponível no site oficial do Domingo Espetacular e também no RecordPlus.
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