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| Foto: Globo/Estevam Avellar |
A passarela do Rio Fashion Week 2026, um dos maiores eventos de moda do Brasil, encontra o universo fabular de 'A Nobreza do Amor', superprodução da Globo, em uma noite dedicada a celebrar a força e a beleza da dramaturgia brasileira, através de personagens que vêm encantando o público do horário das seis. Em uma ação inédita, no próximo dia 17, no Píer Mauá, atores e atrizes desfilam na passarela do RioFW, apresentando aos participantes do evento os figurinos e a caracterização de seus personagens, que se tornaram um dos grandes destaques da obra escrita por Duca Rachid, Júlio Fischer e Elísio Lopes Jr., com direção artística de Gustavo Fernández e produção de Andrea Kelly. A obra é uma fábula afro-brasileira que se passa nos anos 1920, tendo como fio condutor o encontro de uma princesa africana e um trabalhador brasileiro, protagonistas de uma história de amor e aventura, repleta de emoção e com toques de humor.
Com peças produzidas nos Estúdios Globo pela equipe de figurino de Marie Salles e caracterização de Auri Motta, a ação reflete o mergulho profundo da equipe de produção em referências históricas, culturais e estéticas de países da África e no Nordeste brasileiro dos anos 1920, universos que convivem e se entrelaçam na história. Participam do Rio Fashion Week os atores Duda Santos (Alika/Lúcia), Érika Januza (Niara/Vera), Fabiana Karla (Graça), Hilton Cobra (Chinua), Lázaro Ramos (Jendal), Licínio Januário (Dumi), Nicolas Prattes (Mirinho), Nikolly Fernandes (Kênia), Rodrigo Simas (Omar), Ronald Sotto (Tonho) e Theresa Fonseca (Virgínia). O desfile tem direção de Igor Verde, que integra a equipe de diretores da novela. Além do elenco, participam também modelos, apresentando outras peças da novela, numa noite especial em que a dramaturgia ocupa novos palcos e se revela através da moda.
''Eu acho essa ação muito importante, porque se trata de uma novela de época, que fala de uma cultura africana muito relevante e também da cultura brasileira, especialmente da cultura nordestina. São dois núcleos fortíssimos e estamos falando de uma época que se faz alta-costura. São roupas extremamente complexas, que levaram de 15 a 20 dias para serem confeccionadas. Alguns acessórios, como a cabeça do rei Cayman, personagem de Welket Bungué, a coroa do Benin, demoraram até três meses para ficar prontos. Começamos a produzir essa novela há seis meses, então é muito significativo apresentar um desfile com roupas que não são vendáveis, que não são moda no sentido comercial. Não é prêt-à-porter'', afirma Marie. ''É muito importante também mostrar que, no Brasil, é possível produzir peças desse nível dentro de um estúdio de televisão. Os Estúdios Globo contam com uma fábrica de beneficiamento onde é possível tingir, pintar e estampar tecidos por diversos processos. Fazemos joias, bordados e contamos com uma costura de excelência. É um estúdio de altíssima qualidade. O público vê isso na tela, mas passar essas roupas pela passarela é um verdadeiro deleite. As pessoas vão poder observar de perto peças super bem-feitas e bem-acabadas'', acrescenta. ''Para mim, como figurinista, com tantos anos de carreira, que já fui estilista quando jovem, que já desfilei minhas próprias peças no início da minha trajetória, estar novamente em um Fashion Week, depois de quase 30 anos, é um enorme prazer e um grande orgulho. É muito importante para a minha carreira e também para a minha equipe. Tenho uma equipe grande, que vem trabalhando e estudando profundamente essas culturas, em especial a cultura africana, sempre com muito respeito e muito amor. Tudo isso é muito significativo. Um figurino de novela assinado por uma figurinista desfilando em um Fashion Week é algo único, nunca aconteceu. Tenho muito orgulho do meu trabalho, da minha equipe, e a gente vai arrasar'', finaliza a figurinista.
''Estamos muito felizes com essa ação. Acho que ela é importante não apenas do ponto de vista estético, mas também como uma forma de representatividade de todas as pessoas que fazem isso acontecer. A caracterização envolve tempo, estudo e muita pesquisa, assim como a fabricação de cada peça de perucaria e de cada aplique. Muitos desses processos são totalmente artesanais, com costuras e bordados muito ricos. Será um grande prazer poder mostrar o nosso trabalho e, ao mesmo tempo, influenciar as pessoas a buscarem mais conhecimento e novos olhares sobre esse fazer artístico'', explica Auri Mota, que lidera a equipe de caracterização da novela.
''Desde que criaram a ideia de desfile de moda no século XIX, ao substituírem manequins estáticos por corpos humanos em movimento, esse tem sido o momento de unir sonho e realidade para quem deseja adquirir a roupa de uma determinada marca. Em nosso caso, não é uma marca de roupa, mas de alguma forma a 'A Nobreza do Amor' encerra em si o desejo de transformar o sonho em realidade de toda uma negritude brasileira. É essa experiência que buscamos levar para a passarela: a experiência da nobreza negra, desse sonho sendo realizado através do desfile, obviamente, mas principalmente através dessa obra que esperamos que contribua para a construção do imaginário brasileiro daqui para frente'', afirma Igor Verde, responsável pela direção do desfile.
Produzida nos Estúdios Globo, 'A Nobreza do Amor' é uma novela criada e escrita por Duca Rachid, Júlio Fischer e Elísio Lopes Júnior, com colaboração de Dora Castellar, Alessandro Marson, Duba Elia e Dione Carlos, pesquisa de Leandro Esteves e assistência de roteiro de Dimas Novais. A obra tem direção artística de Gustavo Fernández, direção geral de Pedro Peregrino e direção de Ricardo França, Mariana Betti e Igor Verde. A produção é de Andrea Kelly, a produção executiva, de Lucas Zardo, e a direção de gênero, de José Luiz Villamarim.
