A Roseria Filmes divulgou o cartaz do filme ''Mambembe'', novo longa de Fabio Meira (''As Duas Irenes'', ''Tia Virgínia''). A imagem celebra a força do circo itinerante brasileiro a partir da presença de Índia Morena, uma das maiores referências da arte circense no país. Patrimônio Vivo de Pernambuco e figura central do longa, a artista estampa a peça em uma homenagem à memória e à resistência dos pequenos circos brasileiros. O filme estreia nos cinemas no dia 14 de maio.
No pôster, Índia Morena reforça a homenagem que ''Mambembe'' faz ao circo itinerante brasileiro. Com mais de seis décadas dedicadas ao picadeiro, a artista simboliza uma tradição construída na estrada, entre montagens, viagens e a relação com a plateia. Sua imagem concentra a experiência de diversas gerações de artistas mambembes que fizeram da lona, da estrada e do encontro com o público um modo de vida.
''É uma honra fazer um filme sobre o circo e ter Índia Morena como protagonista, ela é a alma de 'Mambembe', por isso é a figura central do cartaz. Eu procurava alguém bem diferente para o papel, mas a força e o carisma dela me fizeram mudar meus planos para que Índia coubesse no filme, e não me arrependo. Muito em breve todo o Brasil poderá conhecer de perto essa figura genial da nossa cultura", afirma o diretor Fabio Meira.
No elenco, ao lado de Índia Morena, estão o ator brasiliense Murilo Grossi, a artista circense potiguar Madona Show e a atriz e assistente de direção carioca Dandara Ohana, que interpreta Jéssica, ex-artista circense de Belém. Em uma mistura entre documentário e ficção, o filme acompanha um topógrafo nômade, vivido por Murilo, que cruza o caminho dessas três mulheres.
O projeto nasceu há 16 anos, quando Fabio Meira ainda finalizava seu curso de cinema em Cuba, e foi retomado ao longo do tempo, incorporando ao processo criativo a passagem dos anos e as transformações vividas por personagens e realizadores. Ao trazer para a narrativa o próprio gesto de filmar, ''Mambembe'' transforma o processo cinematográfico em parte da história e constrói um filme sobre arte, desejo, memória e encontros.
O filme estreou na Première Brasil do Festival do Rio e foi exibido na Mostra Internacional de Cinema em São Paulo, no Forumdoc.BH e no CinePE. No Festival de Cinema de Vitória, conquistou os troféus de Melhor Filme, Melhor Interpretação (Índia Morena) e Menção Honrosa (Madona Show), além do Prêmio Sesc Glória. Também venceu Melhor Filme e Melhor Montagem no Panorama Internacional Coisa de Cinema, em Salvador, e levou Melhor Filme, Melhor Direção e Melhor Montagem no FICA.
No Festival Guarnicê de Cinema, o longa foi consagrado como Melhor Filme (júris técnico e popular) e conquistou Melhor Atuação para Dandara Ohana, Madona Show e Índia Morena, além dos troféus de Melhor Ator (Murilo Grossi) e Melhor Fotografia (Daniela Cajías). No circuito internacional, Meira venceu como Melhor Diretor no Bravo Film Festival, em Los Angeles. O longa também passou pelo Festival Internacional de Cinema de Mar del Plata e recebeu o troféu do Prêmio do Júri no Festival Internacional de Cinema Brasileiro em Milão.
