Spin-off de 'Três Graças', 'Loquinha' mergulha em amor, ciúmes e disputas

Juquinha (Gabriela Medvedovsky) e Lorena (Alanis Guillen)
Foto: Globo/Beatriz Damy

Descobertas, afetos e desafios marcam os novos capítulos da jornada de Lorena (Alanis Guillen) e Juquinha (Gabriela Medvedovsky). O casal ''sensação'' de 'Três Graças' ganha uma nova história com foco no cotidiano e na construção de uma vida juntas. Produzida pelos Estúdios Globo, com roteiro de Marcia Prates e direção artística de Luiz Henrique Rios, 'Loquinha' estreia nesta segunda-feira, dia 06 de abril, nos perfis da TV Globo nas redes sociais. 

Com 25 episódios curtos e no formato vertical, que serão publicados na data de estreia, a novelinha mergulha no universo emocional das protagonistas ao retratar os desafios de uma relação que se fortalece em meio a interferências externas, jogos de poder, ciúmes e disputas afetivas. Enquanto Lorena e Juquinha decidem morar juntas, elas se deparam com as maldades de Lucélia (Daphne Bozaski), a mando de Ferette (Murilo Benício), que, na história, é mencionado nas falas de Macedo (Rodrigo García). O capataz se junta a Lucélia com objetivo de separar o casal 'Loquinha'. Entre intrigas, manipulações digitais e armações, as duas jovens enfrentam reviravoltas surpreendentes e desafios que colocam à prova a força do amor que as une. A chegada de Teca (Ingrid Gaigher), ex-namorada de Juquinha, vem balançar os rumos deste enredo.  

Para a autora Marcia Prates, escrever uma novelinha vertical foi desafiador. ''É algo muito novo, a ideia de um spin-off ainda com a trama no ar, com as características que esse formato pede, dramalhão e muitos ganchos. Todos os elementos do folhetim que o público gosta estão presentes nessa história'', revela. 

Já o diretor artístico de ‘Três Graças’, Luiz Henrique Rios, destaca que a trama da novela vertical não interfere diretamente no enredo da novela. ''O projeto já estava previsto. Essa relação delas fora da novela não impacta a estrutura dentro do folhetim. Já a novela impacta um pouco o enredo da história vertical. Mas acho que o fundamental é que esse projeto vem trazer uma nova experiência de relação com o universo dessas meninas tão amadas pelo público'', destaca.  

Ao mesmo tempo em que o romance avança, a novela vertical também acompanha o processo de amadurecimento pessoal e profissional das duas. Um bar surge como ponto de encontro fundamental da história, reunindo personagens, afetos, tensões e descobertas que impulsionam a trama. É neste local que Lorena realiza uma grande descoberta profissional: um concurso de poesia sáfica, que faz com que os caminhos e oportunidades se abram para a jovem. É neste ambiente descontraído que o casal 'Loquinha' faz novos amigos, como André (Davi Reis) e Adriano (Nando Brandão).

Para Alanis Guillen, intérprete de Lorena na história, a novela vertical é um novo ponto de conexão com os fãs. ''Acredito que o público vai receber muito bem essa história e terá a oportunidade de se aproximar ainda mais desse casal tão querido, que conseguiu falar de amor de uma maneira tão verdadeira, livre e atual. É uma história que nasce do afeto e do respeito e, por isso, toca tantas pessoas'', afirma. 

Gabriela Medvedovsky, que dá vida a Juquinha, comenta o desafio de gravar 'Loquinha', em paralelo com 'Três Graças': ''Precisamos ficar muito atentos, foi quase como gravar duas temporadas de uma mesma série. Os acontecimentos de uma história não necessariamente acontecem no outro enredo, além de o formato propor algo totalmente novo. Tivemos de aprender as novas movimentações e posicionamentos''.  
  
Vilãs se unem para atrapalhar as conquistas de Lorena e Juquinha 
Um rosto já conhecido do público é o de Lucélia (Daphne Bozaski). A vilã também marca presença na novela vertical, tramando para separar o casal com a ajuda do fiel escudeiro de Ferette (Murilo Benício), Macedo (Rodrigo García). A atriz ressalta que o projeto trouxe novas oportunidades para explorar as diversas camadas do papel: ''São as mesmas personagens, porém, em momentos diferentes na trajetória. Para fazer a Lucélia busco outros dispositivos para acessar a raiva, a inveja e os porquês de ela querer separar o casal Loquinha.''

Recém-chegada à trama do casal, Ingrid Gaigher dá vida a Teca, a ex-namorada de Juquinha, que se une a Lucélia para minar o romance das duas. ''A Teca vai gerar conflitos no romance, com algum humor e ação, porque ela é impulsiva e imprevisível. Ela ainda gosta da ex e, com certeza, vai ser incansável para que tenha uma segunda chance'', adianta. 

Novas oportunidades no folhetim em formato vertical 
Com uma abordagem contemporânea, 'Loquinha' valoriza a representação de um amor construído a partir do afeto, do respeito e da escuta, explorando de forma atual temas como pertencimento, identidade, confiança e liberdade. A novela vertical reafirma o microdrama como uma nova forma de contar histórias no audiovisual brasileiro, aproximando a ficção do ritmo, das emoções e das experiências do público das redes sociais. ''Estamos muito entusiasmados com essas inúmeras possibilidades de testes de ângulos e formatos. Acho que é uma indústria muito forte, que vem crescendo e se tornando muito diversa. Então, há a possibilidade de dirigir, desenvolver e construir microdramas. Esse tipo de consumo vertical em celular ou em outras mídias faz com que o público tenha essa relação de tempo e intensidade, uma possibilidade muito rica que traz desafios e muitos aprendizados'', revela Luiz Henrique Rios. 

Para Marcia Prates, o microdrama vem para ampliar o contato do público com as personagens: ''Acho que as pessoas vão gostar muito de 'Loquinha'. O público está sedento para ver mais essas meninas. Tem cenas muito bonitas, tem o amor delas em jogo o tempo todo, tem suspense. A novela vertical dá essa oportunidade de expandir esse enredo''. 

Já para diretora de Marketing da TV Globo Samantha Almeida, o projeto foi ousado. 'A novelinha 'Loquinha' materializa uma estratégia orientada por social listening, concebida a partir da demanda da audiência e desenvolvida em co-criação com ela. É uma resposta estruturada a um engajamento capturado em tempo real, viabilizado pela capacidade de produção ágil dos Estúdios Globo com a obra ainda em exibição. Inova no formato ao desdobrar o novelão em uma novelinha nativa de redes sociais, potencializa a sincronicidade de telas e estabelece um modelo de relacionamento dinâmico e responsivo com a audiência.'

ENTREVISTA COM A AUTORA MARCIA PRATES
Marcia Prates é jornalista, autora e roteirista, com 35 anos de carreira. Integrou a equipe de colaboração de novelas de grande sucesso, como 'Pedra Sobre Pedra', 'Fera Ferida', 'A Indomada', 'Celebridade', 'A Favorita', 'Avenida Brasil' e 'Império'. Foi coautora da primeira temporada de 'Malhação' e atualmente é colaboradora de 'Três Graças'. 'Loquinha' é sua primeira experiência com novelas verticais. 

A que você atribui o sucesso do casal Loquinha, que gerou a novela vertical? 
Acho que foi algo natural e espontâneo, por isso virou esse sucesso. Muitas jovens se sentem representadas, pela força e pela delicadeza das personagens, elas têm muita química. E a forma como a história foi construída e está sendo contada foi o que chamou a atenção do público. 

A trama nas redes sociais vai impactar o enredo de 'Três Graças'? Como esses dois universos vão trabalhar em conjunto?   
O enredo da novelinha vertical não impacta a história delas na novela, são histórias paralelas que aprofundam a história do casal Loquinha. São produtos independentes. 
 
Quais os elementos do folhetim o público poderá conferir no microdrama?  
O público vai encontrar vários elementos do folhetim clássico tradicional, ganchos explosivos, clichês. É uma história leve, romântica e divertida. Todos esses elementos estão ali nesses poucos minutos de capítulo.  

Para você, quais os desafios que esse projeto apresenta?  
No começo o grande desafio foi que a história das duas já estava estabelecida, o relacionamento delas já tinha alcançado uma conexão. Então o que pensei foi na relação com o pai da Lorena, o  Ferette (Murilo Benicio), uma ideia no estilo Romeu e Julieta. Na novelinha usamos o Macedo (Rodrigo García) e a Lucelia (Daphne Bozaski) como representantes desse pai para vir atrapalhar o romance das duas.  

Você foi autora de 'Malhação' e colaborou em novelas que tinham o universo jovem em alta, como 'Era Uma Vez', 'Um Anjo Caiu do Céu' e agora escreve uma novela vertical que tem como principal foco as redes sociais. Quais as diferenças e semelhanças você vê na construção de uma história para o público jovem?  
Eu adoro escrever para o público jovem. Escrevi a primeira temporada de 'Malhação', Ricardo Linhares me chamou para fazer por três meses e acabei ficando dois anos. Eu acho muito divertido escrever para esse público, tenho filhos jovens, converso com eles sobre os assuntos, é muito rico e com muitos temas para abordarmos.  

Como você como autora enxerga a entrada do microdrama no mercado brasileiro? O que vê de diferente nesse formato que atrai o público?  
Acho que esse formato tem muito futuro, o público jovem gosta de acompanhar os recortes em diversas redes sociais, ou quando gosta de um núcleo, um ator e consegue acompanhar histórias menores. O microdrama vem com o espírito dessa geração.  
 
ENTREVISTA COM O DIRETOR ARTÍSTICO LUIZ HENRIQUE RIOS  
Formado em Ciências Sociais, com especialização em Antropologia, Luiz Henrique Rios é diretor na Globo desde os anos 1990, quando dirigiu ‘Quatro por Quatro’ (1994) e 'A Indomada' (1997), entre outras. Como diretor-geral, esteve à frente de produções de destaque como ‘Da Cor do Pecado’ (2004), 'Belíssima' (2005) e 'Passione' (2010). Como diretor artístico, assinou ‘Totalmente Demais’ (2015), ‘Pega Pega’ (2017), 'Bom Sucesso' (2019), 'Além da Ilusão' (2022) e 'Terra e Paixão' (2023). Voltou ao horário nobre em 'Três Graças', e agora está à frente de 'Loquinha'.  
  
Quais os desafios da direção em uma novela vertical? Está entusiasmado com o formato? 
Eu acho que o grande desafio de produzir uma novela vertical é poder adaptar a realidade construída com o tempo narrativo de uma novela longa como ‘Três Graças’ para um meio onde as histórias, as reações e as tramas acontecem de forma mais rápida e acelerada. Retratar essa intensidade de outra forma faz com que eu esteja muito estimulado para testar esse formato.  

Na sua opinião, quais os ingredientes que tornam o casal 'Loquinha' tão querido pelo público? 
E acho que o casal 'Loquinha' se tornou tão interessante, tão próximo e tão rico para o público porque conta uma história de amor, alguém que olha para alguém e se sente interessado, vidrado, apaixonado, e a partir daí empreende a trajetória para ter seu coração preenchido. Acredito que essas histórias de quando o amor acontece são sempre muito ricas e universais e elas tocam as pessoas. Porque o amor é um conteúdo absolutamente universal e próximo de todos nós.  

Como surgiu o convite para assumir a direção artística de 'Loquinha' e como a trama vai impactar o enredo de 'Três Graças?' 
O surgimento da novela vertical é algo que estava previsto já há um bom tempo. A princípio, essa relação delas fora da novela não impacta a estrutura dentro da novela, mas a estrutura dentro da novela impacta um pouco esse enredo da novela vertical. O que a novela vertical vem é trazer uma nova experiência de relação e uma nova experiência de contato com esse universo dessas meninas tão queridas. 

Como você vê como diretor a entrada dos microdramas no mercado brasileiro? 
É uma outra nova forma de consumir, estamos muito entusiasmados com essas milhões de possibilidades de testes de ângulos e formatos. Acho uma indústria muito forte, muito interessante que vem crescendo. Esse tipo de consumo vertical em celular ou em outras mídias traz para a gente oportunidades e aprendizados. 

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