CNN Brasil revela estudo inédito sobre imagem do Brasil e percepção internacional


O Brasil vive um cenário de contrastes profundos entre sua competência produtiva e a solidez de sua imagem institucional, conforme revela o mais recente estudo de Imagem e Reputação da Marca Brasil realizado pela consultoria OnStrategy. A CNN Brasil mergulha nos detalhes dessa equação em uma cobertura exclusiva e multiplataforma, com lançamento marcado para 11 de maio. Sob o comando de Márcio Gomes, o CNN Prime Time exibe uma série de quatro episódios temáticos que trazem os dados inéditos e os desdobramentos desse estudo internacional.

A pesquisa apresenta um fôlego estatístico impressionante ao consolidar 470.600 entrevistas online realizadas entre outubro de 2025 e março de 2026. O levantamento abrangeu 27 países, avaliando detalhadamente as cinco regiões brasileiras, os 27 estados e quatro pilares fundamentais da economia: Agro, Indústria, Energia/Tecnologia e Turismo.
 
Os resultados evidenciam o chamado paradoxo brasileiro, que é a forte disparidade entre a percepção da capacidade de entrega do país e a sua fragilidade institucional. De um lado, o Brasil projeta uma força indiscutível em atributos de notoriedade e qualidade. A notoriedade e familiaridade atingiu a nota máxima de 10,0 entre o público interno e uma sólida marca de 7,8 no exterior. Da mesma forma, a exposição e relevância internacional foi avaliada com 8,7 internamente e 7,9 externamente. No quesito qualidade de produtos e serviços, o país mantém um desempenho positivo, pontuando 7,6 no mercado doméstico e 6,5 no olhar internacional, o que consolida a marca brasileira como um player respeitado pelo que produz e entrega globalmente.

No entanto, essa reputação positiva esbarra em um teto de vidro imposto pela desconfiança política. Enquanto a excelência dos produtos brilha, os indicadores voltados ao ambiente institucional amargam as notas mais baixas do estudo. O "Ambiente político, econômico e social" obteve nota 5,5 internamente e 5,2 no exterior, enquanto "Governo e liderança" marcou 5,4 no Brasil e 5,3 lá fora. Um dado curioso surge no atributo de admiração e confiança, onde o público interno brasileiro mostra-se ainda mais crítico, com nota 5,8, do que o investidor ou cidadão externo, que atribui nota 6,2. Esse diagnóstico reforça que o maior entrave para a consolidação da reputação do Brasil não reside na sua capacidade de produção ou inovação, mas na percepção de instabilidade institucional que drena a confiança do mercado.

A robustez da amostra garante a precisão desse veredito, tendo consultado um painel diversificado de stakeholders que incluiu 288.400 cidadãos, 158.600 líderes de negócios, 17.500 jornalistas, 3.100 autoridades (políticas, econômicas e sociais) e 3.000 influenciadores e líderes de opinião. Além disso, a pesquisa englobou a escuta estratégica de investidores, sindicatos, universidades, órgãos reguladores e analistas. Complementando as reportagens na TV, o portal da CNN e as redes sociais também trarão conteúdos sobre a reputação do país.

Geograficamente, o estudo equilibrou 192.400 entrevistas no Brasil com 278.200 no exterior, cobrindo potências como Estados Unidos, China, Japão, Reino Unido, Alemanha e Argentina. Para os analistas da OnStrategy, a mensagem final é inequívoca: o setor produtivo brasileiro, sustentado por áreas como o agro, entrega um valor de excelência reconhecido mundialmente, mas a política e a governança permanecem como os principais obstáculos para que o país alcance um novo patamar de credibilidade internacional.

A cobertura especial da CNN Brasil se encerra no domingo, 17 de maio, com um programa ao vivo, de uma hora, apresentado por Iuri Pitta e Elisa Veeck. Dividida em blocos temáticos, a atração debaterá com especialistas os impactos desses achados para a economia, política, agronegócio e segurança pública.

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