CNN Money estreia ''Café com Investidor'' com análise de Felipe Guerra sobre cenário global


A recente alta da bolsa de valores brasileira não expressa uma real melhora estrutural da economia doméstica, mas sim o aumento do fluxo estrangeiro e um movimento tático de alocação internacional. Essa é a avaliação de Felipe Guerra, CIO e sócio-fundador da Legacy Capital, no episódio de estreia do novo programa Café com Investidor. Parceria entre o CNN Money e o NeoFeed, a atração será apresentada por Ralphe Manzoni Jr. e irá ao ar quinzenalmente, a partir de 8 de maio, trazendo conversas com alguns dos principais gestores e investidores do país.

''Se o estrangeiro for embora, a bolsa despenca'', afirma o executivo, destacando o papel central do fluxo externo na sustentação do mercado acionário brasileiro em meio ao menor apetite do investidor local e a juros elevados. Para o gestor, que possui mais de 25 anos de experiência no mercado financeiro, o ambiente internacional atual, marcado por tensões geopolíticas decorrentes dos conflitos no Oriente Médio e pela consequente alta das commodities, tem favorecido exportadores de commodities como o Brasil. ''O Brasil não fez nada para merecer essa alta. Ela vem do cenário global'', aponta Guerra.

Durante a entrevista, o CIO aborda os impactos da inflação mais pressionada sobre o ciclo de juros e as incertezas em torno das eleições presidenciais programadas para outubro deste ano. Diante deste cenário, Guerra faz um alerta sobre a seleção de ativos: ''Comprar uma coisa só porque está barata não significa que ela é boa. Nem tudo que é caro é bom, mas tudo que é barato pode demorar a ficar bom''.

À frente da estratégia de investimentos da Legacy Capital, uma asset independente reconhecida pela atuação em multimercados e que possui cerca de R$ 15 bilhões sob gestão, Felipe afirma que a companhia mantém maior exposição a ações globais. O foco da gestora recai especialmente nos setores de tecnologia e energia, com o executivo destacando que "o mundo vai precisar de mais energia para sustentar o avanço da inteligência artificial". Além disso, a gestora possui estratégias em moedas, privilegiando países exportadores de commodities em detrimento de economias mais sensíveis à alta de preços. “É muito difícil ficar contra o fluxo. E hoje o fluxo é estrangeiro”, completa o sócio fundador.

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