A FILMICCA estreia, na próxima sexta-feira (26), A Paixão de Joana d'Arc do cineasta dinamarquês Carl Theodor Dreyer. Produzido na França em 1928, o filme é amplamente considerado um dos grandes marcos do cinema silencioso.
O filme acompanha o julgamento histórico de Joana d'Arc (Renée Jeanne Falconetti), a guerreira do século XV condenada pela Inquisição por afirmar ter recebido mensagens divinas. Diante do tribunal eclesiástico, ela é submetida a pressões e intimidações para que mude sua versão dos fatos. Recusa. É condenada à morte. Sua execução lhe garante o martírio e, mais tarde, a canonização.
Dreyer baseou o roteiro nos registros reais do processo. A performance de Renée Falconetti no papel de Joana é reconhecida pela crítica internacional como uma das maiores da história do cinema. O diretor optou por filmar o rosto da atriz em close quase durante todo o filme, uma escolha que se tornou uma das marcas visuais mais citadas da era silenciosa.
E MAIS!
Outros cinco títulos chegam na FILMICCA na sexta-feira (26). Iracema (2024), curta de estreia do brasileiro Yuri Célico, é livremente inspirado na canção homônima de Adoniran Barbosa e acompanha Patrícia, uma lésbica enlutada que perdeu todas as memórias de sua amada recém-falecida. O Amor Existe (1960), de Maurice Pialat, é um ensaio documental sobre os subúrbios parisienses do pós-guerra que rendeu ao diretor o Prêmio Louis Delluc em 1960 e foi exibido no Festival de Veneza em 1961, revelando ao mundo o cineasta que mais tarde venceria a Palme d'Or em Cannes.
Também estreiam O Truque do Pastor (1956), curta de Jacques Rivette considerado um dos precursores da Nouvelle Vague, com participações de Godard, Truffaut e Chabrol numa mesma cena; Conexões Desconexas (1990), de Werner Penzel e Nicolas Humbert, documentário de vanguarda centrado no guitarrista britânico Fred Frith que foi eleito pela crítica dos Cahiers du Cinéma um dos 100 filmes mais importantes da história do cinema; e Este Lado do Paraíso (1999), de Jonas Mekas, em que o cineasta registrou, ao longo de vários verões, momentos íntimos com Jackie Kennedy e a família da irmã dela, Lee Radziwill, numa casa alugada de Andy Warhol em Montauk, editando o material décadas depois.
