''Conexões Desconexas'' e ''O Truque do Pastor'' entram no catálogo da FILMICCA nesta sexta (26)

O Truque do Pastor (1956), de Jacques Rivette

A FILMICCA recebe, nesta sexta-feira (26), dois títulos clássicos do cinema europeu: Conexões Desconexas (1990), coprodução entre Alemanha e Suíça de Werner Penzel e Nicolas Humbert, e o francês O Truque do Pastor (1956), de Jacques Rivette.

Conexões Desconexas é um documentário de vanguarda construído em torno de Fred Frith, guitarrista e improvisador britânico reconhecido pela cena experimental internacional. Penzel e Humbert acompanharam Frith entre 1988 e 1990 por Japão, Estados Unidos, França, Alemanha, Inglaterra e Suíça, e montaram o resultado como uma improvisação cinematográfica: sem roteiro fixo, respondendo ao momento. O Truque do Pastor, por sua vez, é um curta de Jacques Rivette, um dos nomes centrais da Nouvelle Vague francesa, realizado dois anos antes de seu primeiro longa e que já carrega o espírito de uma geração que estava prestes a mudar o cinema europeu.

Conheça:

CONEXÕES DESCONEXAS (1990)
Werner Penzel e Nicolas Humbert
Alemanha, Suíça


Por meio de uma colagem de música e sons improvisados, o documentário acompanha Fred Frith, guitarrista e improvisador britânico de referência na cena experimental internacional. Filmado em preto e branco em 35mm, o documentário mostra Frith ensaiando, se apresentando e convivendo em países como Japão, Estados Unidos, França, Alemanha, Inglaterra e Suíça. Guitarras eléctricas, telefones, trilhos de trem e ruídos de rua se misturam em uma jornada sonora que discute a natureza da criação musical e as fronteiras entre arte e cotidiano. 

Em 2000, Conexões Desconexas foi eleito pela crítica dos Cahiers du Cinéma como um dos 100 filmes mais importantes da história do cinema. Vencedor do prêmio de Melhor Documentário em Uppsala (1990) e do Golden Gate Award com Menção Especial do Júri no Festival de San Francisco (1991), entre outros reconhecimentos.

O TRUQUE DO PASTOR (1956)
Jaques Rivette
França


O Truque do Pastor é um curta-metragem considerado por muitos o primeiro filme da Nouvelle Vague, ou seu antecedente mais imediato. O roteiro, coescrito por Rivette e Claude Chabrol, é baseado em um conto de Roald Dahl. Claire é uma jovem parisiense casada com Jean. Quando seu amante Claude lhe presenteia com um casaco de pele, ela precisa descobrir como levá-lo para casa sem que o marido descubra o caso. Truffaut chegou a incluir um trecho do filme em seu próprio curta Les Mistons (1957). 

O filme tem participações especiais de Jean-Luc Godard, François Truffaut e Claude Chabrol, que aparecem juntos em uma cena de festa, numa das raras imagens em que os três estão no mesmo quadro.

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