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| Foto: Divulgação |
Em julho, o SescTV apresenta um novo episódio do Sesc Jazz com a participação de um dos nomes mais expressivos da cena internacional contemporânea. No dia 17, às 21h, o público acompanha o show da multi-instrumentista, cantora e compositora Sélène Saint-Aimé, em uma performance que articula diferentes tradições sonoras em diálogo com o presente do jazz. Direção para TV: Danilo Bechara. Assista em sesc.tv.
Com origem na Martinica e trajetória construída entre a Europa, as Américas e a África, Sélène Saint-Aimé desenvolve uma linguagem musical que parte do contrabaixo para criar paisagens sonoras densas e sensíveis. Sua pesquisa articula canto, improvisação e uma escuta atenta aos ritmos e às memórias da diáspora africana, resultando em composições que transitam entre o jazz, a música caribenha e experimentações contemporâneas.
Sua formação inclui estudos em Nova York com músicos como Steve Coleman, Lonnie Plaxico e Ron Carter, experiência que contribuiu para consolidar um pensamento musical aberto à improvisação e ao encontro. Em 2020, lançou Mare Undarum, álbum de estreia que lhe rendeu o prêmio Revelação no Victoires du Jazz 2021. Já o trabalho Potomitan ampliou sua projeção internacional, sendo reconhecido por veículos como o jornal britânico The Guardian entre os destaques de sua categoria.
No palco do Sesc Jazz, a artista se apresenta com seu quinteto em uma construção coletiva que valoriza o diálogo entre os instrumentos e a criação em tempo real. A performance se desenha como um espaço de troca, em que vozes, sopros e a base rítmica se entrelaçam em uma experiência que evidencia o jazz como prática viva, plural e em constante transformação.
Mais do que um espetáculo, a apresentação reafirma o jazz como território de circulação de ideias, histórias e afetos, atravessado por deslocamentos e pertencimentos múltiplos.
Realizado entre 14 de outubro e 2 de novembro de 2025, o Sesc Jazz reuniu 27 artistas nacionais e internacionais em uma programação que ocupou unidades da capital e do interior paulista, com shows e ações formativas voltadas à valorização do jazz em sua dimensão afrodiaspórica. O festival destacou vertentes como o samba-jazz e o afro-jazz, além de evidenciar o protagonismo feminino e a diversidade de instrumentos e abordagens estéticas, conectando tradições e experimentações em sintonia com o Sul Global e as múltiplas matrizes do Atlântico Negro.
