'A Morte de Robin Hood': conheça as curiosidades e os bastidores do novo filme com Hugh Jackman


Da A24, A Morte de Robin Hood estreia em 13 de agosto nos cinemas com distribuição da Imagem Filmes. Nesta reimaginação crua e subversiva dos últimos anos de vida de Robin Hood, interpretado por Hugh Jackman, o diretor Michael Sarnoski apostou em uma deslumbrante fotografia dirigida por Pat Scola, que trabalhou em obras como Sing Sing (2023) e Amor e Obsessão (2025) para apresentar o conto em um realismo sombrio único.

O ponto de partida de Sarnoski é uma antiga balada medieval sobre a morte de Robin Hood, que o cineasta usa para virar a lenda do avesso. No lugar do herói generoso que rouba dos ricos, temos um velho fora da lei encurralado pelo próprio passado de violência, que vive escondido nas montanhas até ser arrastado para uma última missão por seu antigo parceiro de crimes, Pequeno João (Bill Skarsgård). Gravemente ferido em batalha, Robin acaba acolhido em um priorado isolado pela prioresa Irmã Brigid (Jodie Comer), figura que a tradição sempre retratou como vilã e que aqui se torna, ao contrário, a própria chance de redenção do personagem no fim da vida. É desse contraste entre a brutalidade da estrada e o refúgio silencioso do Priorado que nasce toda a proposta visual do filme.

Para garantir que a história parecesse o mais real possível, Pat Scola tomou uma decisão ousada: gravar tudo em filme tradicional (película de celulóide), fugindo do visual "limpo" do cinema digital. As cores do filme também contam uma história própria. No começo, o mundo violento de Robin é pintado em tons frios e cinzentos. "Assim que chegamos ao Priorado (onde ele é acolhido), a cor volta a brilhar na tela enquanto a vida de Robin muda e ele começa a se curar fisicamente", explica Scola.

A própria forma como vemos o filme muda. O diretor usou um truque genial com o formato da tela: a primeira metade da história, mais focada na ação e nas batalhas, é exibida em tela mais larga (widescreen), dando um tom épico de "lenda viva". Porém, quando Robin é resgatado, a tela fica mais alta e "fechada", trazendo o público para perto do personagem e criando um clima muito mais humano e íntimo.

Michael Sarnoski e Hugh Jackman durante as gravações de A Morte de Robin Hood

O cenário escolhido para abrigar esse mundo brutal foram as paisagens incríveis da Irlanda do Norte, a mesma região que serviu de palco para produções como a série 'Game of Thrones'. A grandiosidade do filme é fruto do talento do designer de produção David Lee (da série 'Watchmen'), que desenhou os cenários à mão ao lado do diretor.

O Priorado, refúgio fundamental na trama, foi projetado como se fosse um antigo templo romano que, até o ano de 1247, foi sofrendo reformas e invasões de diferentes povos ao longo dos séculos. O resultado é uma mistura arquitetônica rica e imponente. "Fomos o mais fiéis possível à época, mas nos demos liberdade criativa para explorar tudo o que aqueles espaços podiam nos oferecer", conta David Lee.

Assista ao Trailer:

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