Cinebiografia ''A Divina Sarah Bernhardt'' estreia em 16 de julho e retrata ícone do teatro francês

Sandrine Kiberlain em ''A Divina Sarah Bernhardt''

Dirigido por Guillaume Nicloux e estrelado por Sandrine Kiberlain, ''A Divina Sarah Bernhardt'' chega aos cinemas brasileiros no dia 16 de julho com distribuição da Imovision. Partindo de uma abordagem que une drama histórico e romance, o filme mergulha no universo extravagante da lendária atriz francesa, uma das mulheres mais famosas do mundo no final do século 19 e começo do século 20, sendo considerada a "primeira celebridade global”. Ambientada na Paris de 1896, a trama acompanha Sarah Bernhardt no auge de sua glória como atriz e uma mulher à frente de seu tempo, sempre desafiando as convenções sociais. 

Vencedora do César de Melhor Atriz por "Uma Juíza Sem Juízo'', Sandrine Kiberlain dá vida à personalidade irreverente de Bernhardt em um filme biográfico que retrata a incansável dedicação ao teatro da figura que ficou conhecida como "A Divina", bem como os sacrifícios corporais e emocionais que moldaram sua trajetória nos palcos.

O filme passa por episódios marcantes na vida da atriz, dentre eles a grande homenagem que recebeu em Paris, em 1896, e a amputação de sua perna direita, em 1915 — consequência da grave lesão que sofreu no joelho durante a apresentação final da ópera Tosca, no Rio de Janeiro, em 1905. Na cena em que a protagonista saltava de um parapeito para a morte, falhas no posicionamento dos colchonetes de amortecimento causaram o acidente. Bernhardt esteve no Brasil em três ocasiões: a primeira ainda durante o reinado de D. Pedro II; depois, para promover uma massiva internacionalização das produções francesas; e, por último, sua última e mais dramática turnê.


O longa explora ainda o relacionamento amoroso da atriz com o ator Lucien Guitry, interpretado por Laurent Lafitte — ator que ganhou notoriedade internacional por seu trabalho em ''Elle'', de Paul Verhoeven —, além de sua visão progressista sobre o mundo e o encontro com diversas figuras importantes da época, como Alexandre Dumas, Victor Hugo, Sigmund Freud e Émile Zola. 

Adepta do amor livre, Sarah Bernhardt se entregou plenamente à vida e aos palcos, guiada pela convicção de que a existência só valia a pena se vivida em sua máxima intensidade; do contrário, seria o mesmo que estar morta.

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