Com 44 milhões de clientes, Inter quer se tornar o banco principal dos brasileiros, diz CEO no ''Números Falam'' da CNN Money

Foto: CNN Brasil

Com uma base que ultrapassa os 44 milhões de clientes totais, o Inter chegou a um novo momento de maturidade e crescimento. O grande desafio estratégico do banco digital agora não é mais acelerar a abertura de contas, mas fazer com que o usuário utilize a plataforma como seu banco principal. Essa é a avaliação de Alexandre Riccio, CEO do Inter no Brasil, convidado da próxima edição do ''Números Falam'', programa do NeoFeed em parceria com o CNN Money, apresentado pelo editor do NeoFeed, Márcio Kroehn. A atração vai ao ar nesta sexta-feira, às 19h45.
 
Durante a entrevista, Riccio explica que o tamanho da base atual, que conta com 25,8 milhões de clientes ativos e uma taxa de ativação de 56,8%, é robusto o suficiente para garantir anos de expansão sem a necessidade de adicionar novos usuários a qualquer custo. "Você pode atingir todas as ambições financeiras pensando em qualidade, e é nisso que a focamos o tempo todo", afirma o executivo.
 
Para vencer a disputa pela fidelização do cliente, o Inter vem reformulando a jornada digital e eliminando fricções históricas, como a burocracia para reativar contas de usuários que esqueceram senhas ou mudaram de telefone. A estratégia aposta fortemente em canais alternativos de engajamento, trocando o tradicional e-mail de boas-vindas por interações via WhatsApp e incentivando o cadastro da chave Pix logo no primeiro acesso.
 
"Se o cliente termina o processo de abertura, fecha o aplicativo e vai olhar o e-mail uma semana depois, ele já se desengajou. Colocamos o envio de WhatsApp, que tem engajamento maior. Na própria jornada de abertura, se eu já tento fazer o cadastro de uma chave Pix como chave primária, aumento dramaticamente a probabilidade dessa conta se tornar ativa", detalha Riccio.
 
O uso de inteligência artificial é outro pilar central para ganho de eficiência, redução de custos e aumento da receita. O executivo destaca a Seven, a Inteligência Artificial do Inter, que utiliza modelos de IA generativa para refinar o atendimento e realizar a hiperpersonalização de ofertas para uma base extremamente diversa. O objetivo é cruzar os mais de 180 produtos disponíveis no portfólio do Inter para entregar a oferta certa, para o cliente certo, na hora certa.
 
Durante a entrevista o CEO também abordou as metas financeiras do banco digital, projetando a manutenção do ritmo de crescimento acima de 30%, apoiado na expansão da carteira de crédito e em uma captação de recursos competitiva.
 
Riccio detalha a aplicação da chamada "Regra dos 50", uma diretriz estratégica que busca equilibrar perfeitamente a expansão da receita com o aumento consistente do ROE, consolidando a rentabilidade do ecossistema nos próximos anos.

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