20 curtas brasileiros estreiam na FILMICCA em agosto; confira a programação completa

O Céu Não Sabe Meu Nome (2024), de Carol Aó

Agosto é o mês dos curtas-metragens brasileiros na FILMICCA! Durante as quatro sextas-feiras do período, 20 obras chegam à plataforma, trazendo diferentes histórias que se encontram no cotidiano, na memória e nos afetos familiares.

A primeira sessão, em 07 de agosto, trouxe ao catálogo da FILMICCA cinco produções. De Carol Aó, O Céu Não Sabe Meu Nome (2024) acompanha uma neta que ressignifica a morte da avó. Em um dia qualquer, Preta falece enquanto rega o jardim no quintal e, do outro lado da cidade, a neta se desloca até ela, fundindo passado e presente na memória das duas. 

Simultaneamente, estrearam três obras de Gabriel Martins, da produtora Filmes de Plástico: Filme de Sábado (2009), No Final do Mundo (2009), e Contagem (2010), co-dirigido por André Martins, além de  Fantasmas (2010), de André Novais de Oliveira.

14 DE AGOSTO: COTIDIANO, DESEJO E LUTO

Dona Sônia Pediu Uma Arma para Seu Vizinho Alcides (2011), de Gabriel Martins

Nesta sexta-feira (14) estreia uma seleção de obras que se movem pelo miúdo do dia a dia. Domingo (André Novais Oliveira, 2011) parte de um único domingo para um ensaio sobre memória e passagem do tempo, feito de pequenos fragmentos. Dona Sônia Pediu Uma Arma para Seu Vizinho Alcides (Gabriel Martins, 2011) segue outra direção: ao decidir se vingar, Dona Sônia procura o vizinho em busca de uma arma, e o encontro abre caminho para o luto e os conflitos cotidianos da periferia.

O desejo e as expectativas também estão presentes na lista do dia. Pouco Mais de Um Mês (André Novais Oliveira, 2013) acompanha um casal no início do namoro, entre inseguranças e descobertas, enquanto Quinze (2014), de Maurílio Martins, reúne duas gerações à espera de um aniversário de 15 anos e dos sonhos que vêm com ele. Mundo Incrível Remix (Gabriel Martins, 2014) acompanha uma família que ganha uma tartaruga de presente. Dizem que ela é a reencarnação de Jesus na Terra.

21 DE AGOSTO: ANCESTRALIDADE, AFETO E INCERTEZA

Quintal (2015), de André Novais Oliveira

Chegando no dia 21, Rapsódia para o Homem Negro (Gabriel Martins, 2015) parte da morte de Luiz, espancado durante um conflito em uma ocupação de Belo Horizonte, e recorre a alegorias para tratar de raça, ancestralidade e urbanização. Quintal (André Novais Oliveira, 2015) e Movimento (Gabriel Martins, 2020) puxam o fio do afeto: o primeiro observa um casal de idosos em mais um dia de rotina, e o segundo encontra poesia nos gestos de um pai com a filha recém-nascida durante a pandemia.

A incerteza atravessa os outros dois títulos. Constelações (Maurílio Martins, 2016) acompanha dois estranhos numa jornada noite adentro, ela em busca do passado, ele diante das dúvidas do futuro, sem que um fale a língua do outro. Nada (Gabriel Martins, 2017) fecha a lista do dia com Bia, recém-chegada aos dezoito anos, pressionada pela escola e pela família a decidir seu futuro no ENEM enquanto insiste em não querer fazer nada.

28 DE AGOSTO: FAMÍLIA, MEMÓRIA E LIBERDADE

Romance (2021), de Karine Teles

Para encerrar o mês, no dia 28 a lista de novidades se volta aos laços familiares e à memória. Pai (André Novais Oliveira, 2020) e Incluindo Deus (Maurílio Martins, 2020), registram convivências íntimas: um cineasta ao lado do pai durante a quarentena, e uma mãe de 81 anos que aprende novas formas de falar com o mundo. Nossa Mãe era Atriz (2023), dirigido pelos irmãos André Novais Oliveira e Renato Novaes, amplia esse gesto e rememora Maria José Novais Oliveira, senhora negra da periferia de Contagem e mãe dos diretores que se tornou uma atriz premiada já na casa dos 60 anos.

A memória e a liberdade completam a sessão. Rua Ataleia (André Novais Oliveira, 2021) retorna à uma noite sem luz de 2011 para observar, dez anos depois, o que a memória guarda e o que a luz tenta apagar. Romance (2021), de Karine Teles, fecha a seleção de curtas-metragens nacionais de agosto com a história de Juliana que está em busca de liberdade em uma sociedade que insiste em controlar as mulheres, e a pergunta que atravessa o curta: será possível ser feliz sozinha?

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