'A História das Vacinas' estreia no Curta! e revisita séculos de combate às epidemias

Foto: Divulgação

Na próxima sexta-feira, dia 21 de agosto, estreia o documentário A História das Vacinas, às 22h30, nos canais Curta! e CurtaOn.

Produzido pela Lunart e pela Lascene, o filme percorre séculos de enfrentamento às epidemias: das primeiras práticas de variolização ao marco de Edward Jenner, da chegada da vacina ao Brasil em 1804 (transportada de braço em braço por meninos escravizados) à Revolta da Vacina no início do século XX, da criação da Fiocruz e do Instituto Butantan às campanhas de massa que consagraram símbolos como o Zé Gotinha. Até chegar aos dilemas contemporâneos da pandemia de COVID-19, em meio à disseminação de fake news, hesitação vacinal e novos debates sobre ciência, Estado e sociedade.

A narrativa combina rigor histórico e científico com depoimentos de profissionais de saúde, pesquisadores, gestores e representantes comunitários de diferentes regiões do país.

Entre os entrevistados estão a pneumologista Margareth Dalcolmo, a médica e ativista Jurema Werneck, a enfermeira Mônica Calazans (primeira brasileira vacinada contra a COVID-19), além de cientistas que ajudam a contar essa trajetória: Tania Maria Fernandes (Fiocruz), Renato Astray (Instituto Butantan), Clarissa Damaso (UFRJ), Dilene Nascimento (Casa de Oswaldo Cruz/Fiocruz), Gilberto Hochman (Fiocruz), Flávio Fernando Batista Moutinho (UFF), Luiza Garnelo (Fiocruz Amazônia), Ester Sabino (USP), Nelson (Butantan/Fiocruz) e Leda (pesquisadora em vacinologia e financiamento em ciência).

Também participam gestores e profissionais da linha de frente, como Tatyana Amorim (gestora de saúde no Amazonas), Angela (FVS-AM), Cleia, Michelle, Maíra Pessoa, além de representantes da rede básica de Manaus, da comunidade Nossa Senhora de Fátima e de equipes de saúde indígena, como Adriana Kokama.

O documentário traz, ainda, vozes da sociedade civil: pais e mães em salas de vacinação, residentes de hospitais que relatam a emoção das primeiras doses, o cordelista Stenio, além de lideranças e comunidades indígenas dos povos Siriano, Baniwa e Yanomami.

Com imagens de arquivo, animações e relatos emocionantes, A História das Vacinas mostra como um gesto aparentemente simples (estender o braço) carrega memórias, tensões e escolhas que seguem definindo o futuro coletivo. Como lembra Jurema Werneck, ''se a vacina não servisse, você não estaria aqui. Eu não estaria aqui. Ela salva vidas — por você, por quem está ao lado e até por quem você não conhece''. Uma percepção reforçada por Margareth Dalcolmo, para quem ''as vacinas para COVID-19, a meu juízo, são a maior descoberta na área biomédica das últimas duas décadas''.

Mais do que uma cronologia científica, o documentário evidencia que vacinar é um pacto de confiança entre gerações. Um ato de cuidado individual que só se completa na dimensão coletiva. ''Com as vacinas, viramos uma sociedade mais saudável, mais longeva e mais responsável pelo outro'', conclui Vanessa de Araújo e Souza, diretora do filme.

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