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| Foto: Reprodução |
Combinando matriz energética renovável, posição geográfica estratégica e o avanço de debates fiscais e regulatórios, o Brasil reúne as condições necessárias para se consolidar como um exportador de tecnologia e polo de data centers. A avaliação é de Paula Bellizia, vice-presidente da Amazon Web Services (AWS) para a América Latina, em entrevista ao programa É Negócio. A atração vai ao ar na CNN Brasil no domingo (23/08), às 20h45, e no CNN Money na quarta-feira (26/08), às 19h15.
Ao analisar o protagonismo do país frente à infraestrutura computacional, a executiva apontou o dinamismo do mercado brasileiro, onde cerca de 40% das empresas afirmam usar IA, destacando a liderança em serviços financeiros e os ativos locais perante o cenário global. ''Nós da AWS acreditamos que o Brasil tem uma vocação enorme para não só adotar inteligência artificial, como produzir empresas de inovação tecnológica com base em IA, como exportar'', afirmou.
Além da atração de investimentos em infraestrutura, Bellizia reforçou que 2026 marca a consolidação da inteligência artificial no ambiente de negócios, migrando da fase de testes para a aplicação massiva focada em produtividade. ''Eu te diria que em 2025 foi um ano das provas e pilotos, e as empresas ainda receosas, o que significa escalar uma aplicação de inteligência artificial, como é que eu meço impacto e resultados. E o que a gente tem visto em 2026 é uma liderança para essa direção, de realmente adotar a inteligência artificial'', explicou.
Como demonstração prática desse ganho de eficiência no desenvolvimento de sistemas, a vice-presidente citou os números obtidos internamente na companhia após a implementação massiva de agentes virtuais: ''A gente apontou um número até impensável para a gente, no aspecto humano, uma economia de 4.500 anos de desenvolvimento, do ponto de vista de linhas de código, e que gerou uma economia para a gente de 260 milhões de dólares''.
A rápida aceleração tecnológica, contudo, reconfigurará o mercado de trabalho, estimativas indicam que 70% das profissões existentes passarão por transformações. Para a executiva, a convivência entre profissionais e bilhões de agentes virtuais demandará letramento tecnológico contínuo, assegurando que as decisões sigam conduzidas pelas pessoas por trás das ferramentas.
