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| Julia Faria, Sarah Aline e Mari Palma. Divulgação: CNN Brasil |
''Os 40 anos são os novos 30?'' A partir dessa pergunta, Julia Faria e a psicóloga Sarah Aline conversam com Mari Palma sobre como as mulheres de diferentes gerações enxergam a passagem do tempo e as próprias escolhas. No segundo episódio de ''Na Palma da Mari – Entre Mulheres'', Julia fala sobre a liberdade de mudar ao longo da vida e defende que a idade não deve limitar novos caminhos. O episódio será exibido no YouTube nesta quinta-feira (27), às 20h, e vai ao ar na CNN Brasil neste sábado (29), às 22h45.
Para Julia, a percepção sobre a passagem do tempo mudou entre gerações. ''Se a gente voltar para a nossa infância, quando olhávamos para as pessoas de 30 anos, era um outro momento: achávamos que aquilo já era o início do fim. Hoje só melhora. A idade traz algo maravilhoso que não tem outro jeito: você pode fazer análise desde o dia em que nasceu, mas tem coisa que é só experiência. Você pode entender teoricamente como funciona e tentar nomear tudo, mas só vivendo e passando pela experiência para saber.''
Entre o relógio biológico e a liberdade de escolher
A conversa também aborda a relação das mulheres com o tempo e as expectativas sociais que acompanham diferentes fases da vida. Julia destaca que, para além das limitações fisiológicas relacionadas à maternidade para quem deseja gestar, não deveria existir um prazo para experimentar novas possibilidades. ''Lá atrás, quando você vive a primeira decepção amorosa, parece que a vida acabou. Com o tempo e o 'quilômetro rodado', você descobre que ninguém morre de amor e que do chão a gente não passa. A única coisa que realmente tem um cronômetro fisiológico rodando contra a mulher é a maternidade para quem deseja gestar, lembrando que existem outras formas de ser mãe, o que já é uma disparidade enorme em relação aos homens. Para todo o resto, hoje é o dia mais jovem da sua vida para você experimentar qualquer coisa.''
Para Sarah Aline, a chamada crise dos 30 ou dos 40 está mais relacionada às expectativas sociais do que à idade em si. ''A idade em si não gera crise em ninguém. Emocionalmente falando, não gera. O que gera crise são as expectativas moldadas socialmente sobre essas idades e principalmente sobre os corpos femininos.'' A psicóloga também questiona a ideia de que seja necessariamente mais difícil mudar de carreira depois dos 40. ''(...) Quanto mais experiência você tem para conhecer a si mesma e conhecer os seus próprios próximos passos, mais isso te dá uma segurança naquilo que é seguro para você decidir.''
Julia reforça que mudar não significa necessariamente romper com tudo o que foi construído, mas estar aberta a revisitar desejos e escolhas. ''Todo mundo pode mudar o tempo inteiro. Eu espero que você mude o tempo inteiro. Por favor, eu espero que você tenha esse desejo para você. Que você não deixe a inércia te levar pelas escolhas que você fez, ou por você achar que não tem saída, ou por você achar que está velha demais, ou porque você acha que não é capaz, ou porque você acha que não merece. (…) Mudar não significa necessariamente terminar casamentos, pedir demissão de empregos, querer outra vida. É revisitar os seus desejos o tempo inteiro, revisitar quem você é o tempo inteiro. Inclusive, reafirmar suas escolhas.''
