Canal Brasil estreia documentário sobre a trajetória de resistência da série literária 'Cadernos Negros'

Foto: Divulgação

A série literária criada para dar visibilidade à literatura negra brasileira é o tema central do documentário homônimo ''Cadernos Negros'', dirigido por Joel Zito Araújo. Com estreia na quinta, 15 de outubro, no Canal Brasil, o filme traz depoimentos de Conceição Evaristo, Miriam Alves, Cuti (Luiz Silva), Oswaldo de Camargo, Esmeralda Ribeiro, Márcio Barbosa e Cosme Nascimento.

O documentário conta a história da série literária ''Cadernos Negros'', nome inspirado nos Cadernos de Carolina Maria de Jesus,  criada em 1978, em São Paulo, por escritores negros do Movimento Negro Unificado (MNU), diante da barreira imposta pelo racismo na literatura brasileira. O filme faz uso de imagens de arquivo, com fotografia e vídeos de encontros, atos de rua e lançamentos desde os anos 1970. Ao todo, o longa relata cinco décadas de resistência, mais de 300 autores negros publicados e 45 edições de uma iniciativa que mantém vivos, até hoje, contos, poesias e nomes que jamais seriam lidos. 

Em 2025, ''Cadernos Negros'' foi exibido no Festival do Rio e recebeu o Prêmio do Público de Melhor Documentário Brasileiro na Mostra Internacional de Cinema em São Paulo. A partir do dia 15/10, o documentário também estará disponível no DOC Canal Brasil (Prime Video).

Cadernos Negros (2025) (73') – Estreia – Sessão Especial Mostra de São Paulo 
Horário: Quinta, dia 15/10, às 21h
Classificação: 10 anos
Direção: Joel Zito Araújo

Sinopse: ''Cadernos Negros'', nome inspirado nos Cadernos de Carolina Maria de Jesus, conta a história da série literária homônima criada em 1978 por escritores em São Paulo dentro do Movimento Negro Unificado (MNU). A série, que lançou o número 45 em 2024, surgiu em um momento crucial, quando a população negra buscava espaço e representatividade em diversas esferas da sociedade brasileira. O Quilombhoje, grupo responsável pela iniciativa, propõe o debate sobre o apagamento do negro e sua representação distorcida na literatura brasileira. Até hoje, mais de 300 autores negros publicaram em Cadernos Negros.

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