Deborah Colker revela inspirações e desafios da carreira em episódio inédito de 'Homo Brasilis'

Episódio destaca criatividade, talento e paixão da coreógrafa - Crédito: Divulgação/Curta!

Esporte, música, teatro, literatura e experiências pessoais se encontram no trabalho de Deborah Colker, uma das artistas que ajudaram a transformar a relação do público brasileiro com a dança contemporânea. Coreógrafa, diretora e bailarina, ela construiu uma obra marcada pela força física, pelo rigor e pela experimentação, características reveladas em episódio exclusivo da série ''Homo Brasilis'', que estreia no Curta. A produção está disponível no CurtaOn – Clube de Documentários.
 
A série, produzida pela Giros e dirigida por Bianca Lenti, Guilherme Fernandez e Julia De Simone, apresenta 13 personagens que ajudam a compreender a diversidade da produção cultural brasileira. Por meio de depoimentos, imagens de arquivo e registros de seus processos de criação, ''Homo Brasilis'' investiga os caminhos, referências e inquietações que estão por trás da obra de seus protagonistas.
 
No caso de Deborah Colker, o movimento começou muito antes da dança. A relação com a música, durante os dez anos em que estudou piano, e a experiência no esporte, especialmente no voleibol, contribuíram para formar uma artista que vê o corpo como instrumento de precisão, disciplina e descoberta. Para ela, a dança foi capaz de reunir essas experiências e transformá-las em linguagem.
 
''Acho que a dança conseguiu sintetizar tudo isso. Acho que ela me salvou'', ressalta Deborah.
 
O episódio percorre também a criação de sua companhia e os primeiros anos de uma trajetória construída em meio a dificuldades e muita disposição para experimentar. Ao lado de parceiros que acompanharam esse percurso, ela relembra um período em que levar a dança contemporânea aos palcos brasileiros significava também conquistar um público para uma linguagem ainda pouco conhecida.
 
A partir daí, espetáculos como ''Velox'', ''Rota'', ''Casa'' e ''Nó'' revelam diferentes momentos de uma obra profundamente ligada às experiências da própria coreógrafa. O esporte, a arquitetura dos espaços, o cotidiano e o desejo aparecem como pontos de partida para seus trabalhos.
 
''Os meus espetáculos são totalmente autobiográficos. Eu tenho propriedade para falar sobre eles. São coisas que estão pulsando, coisas que eu vivi'', afirma.
 
Para quem acompanha seu trabalho de perto, como sua filha Clara Colker, essa entrega também ajuda a explicar a dimensão e complexidade de sua produção. ''Paixão e desafio. Esses sentimentos, conceitos e motivações são muito presentes na vida dela e eu vejo absolutamente nesse trabalho, no palco. Eu vejo o tempo todo desafio e paixão ali'', observa Clara.
 
O processo de criação de Deborah é longo e envolve uma imersão profunda em cada tema. Antes de chegar ao palco, uma ideia pode sair de livros, filmes, conversas, pesquisas ou de experiências com os bailarinos. O resultado é um vocabulário de movimentos criado especificamente para cada universo.
 
Essa maneira de trabalhar também levou a coreógrafa a desenvolver ainda mais sua própria linguagem. A experiência com o Cirque du Soleil, em ''Ovo'', trouxe o desafio de construir uma narrativa mais estruturada. Em ''Tatiana'', ela se aproximou da literatura clássica russa e enfrentou as expectativas de quem tentava definir o que uma artista contemporânea deveria ou não fazer. Para Deborah, é importante perder o medo diante do caos que é um processo criativo.
 
A formação de Deborah também é apresentada como essencialmente brasileira. Ela construiu sua linguagem a partir das experiências vividas em seu país, passando pelo teatro, pela dança contemporânea e por grupos como a Intrépida Trupe. Dessa mistura nasceu uma obra que alcançou grandes públicos sem perder a disposição para experimentar.
 
Ao revisitar diferentes fases de sua carreira, ''Homo Brasilis'' mostra como Deborah Colker transformou experiências pessoais em uma linguagem singular e como, depois de décadas de criação, continua encarando cada novo espetáculo como um território ainda desconhecido.
 
Os outros episódios da série trazem Beatriz Milhazes, Helena Ignez, Arnaldo Antunes, Tom Zé, Angelo Venosa, Amir Haddad, João Donato, Lenine, Joel Zito, Daniel Munduruku, Zélia Duncan e Conceição Evaristo.
 
''Homo Brasilis'' é uma produção da Giros. A temporada completa pode ser vista no CurtaOn – Clube de Documentários, disponível no Prime Video Channels, da Amazon, na Claro tv+ e no site (CurtaOn.com.br). A estreia no Curta! é no dia temático Quartas de Cena & Cinema, 21 de outubro, às 21h30.

Segundas da Música – 19/10

23h – ''Bowie: O Homem que Mudou o Mundo'' (Série) - Episódio: ''As Origens''

Apenas verdadeiras lendas do rock são conhecidas por uma palavra. Tal como acontece com Elvis, todos conhecem o nome do artista de rock mais criativo e influente de todos os tempos: Bowie. O músico inglês estava em estado de revolução permanente, reinventando constantemente sua personalidade e seu som. Ele desafiou qualquer rótulo que a indústria musical tentasse colocar nele. Direção: Sonia Anderson Duração: 45 min Classificação: A 10 anos Horários alternativos: terça-feira, dia 20, às 03h e às 17h; quarta-feira, dia 21, às 11h; sábado, dia 24, às 22h

Terças das Artes – 20/10

22h – ''Andy Warhol: Uma Vida na Arte'' (Documentário)

Andy Warhol encontrou o sublime no cotidiano e elevou a cultura popular ao status de arte, tornando-se como um dos maiores ícones da história da arte mundial. Cercado pela elite nova-iorquina, sua obra criticava e celebrava a sociedade americana. Warhol não se limitou a registrar a modernidade, ele a transformou, rompendo barreiras sobre quem pode criar e quem deve consumir arte. Direção: Finlay Bald Duração: 46 min Classificação: A 12 anos Horários alternativos: quarta-feira, dia 21, às 02h e às 16h; quinta-feira, dia 22, às 10h; sábado, dia 24, às 15h; domingo, dia 25, às 21h

Quartas de Cena e Cinema - 21/10

20h - ''Homo Brasilis'' (Série) Episódio: Deborah Colker - EXCLUSIVO

Este episódio de Homo Brasilis convida a coreógrafa Deborah Colker, além de amigos e parceiros de trabalho, a revisitar sua trajetória artística. Juntos, eles ajudam o público a entender como o processo criativo único de Deborah contribuiu para popularizar a dança contemporânea no Brasil e a levar essa linguagem a novos públicos. Direção: Bianca Lenti, Guilherme Fernandez Duração: 26 min Classificação: A 10 anos Horários alternativos: quinta-feira, dia 22, às 00h e às 14h; sexta-feira, dia 23, às 08h; sábado, dia 24, às 12h; domingo, dia 25, às 18h

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