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Cine Mazzaropi da TV Brasil exibe "O Corintiano" na véspera da final da Copa do Mundo

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(Imagem/Divulgação)
Em clima de decisão da Copa do Mundo de 2018 na Rússia, a TV Brasil apresenta o filme "O Corintiano" (1966) na véspera da final, neste sábado (14), às 16h. O longa vai ao ar na sessão Cine Mazzaropi, faixa da emissora pública dedicada às produções cinematográficas do ilustre comediante brasileiro.

Amácio Mazzaropi até hoje é considerado um dos maiores atores do país. Perspicaz, ele utilizou da figura do "jeca" para fazer rir. A filmografia de Mazzaropi reúne mais de 30 longas em que ele atuou e alguns também dirigiu.

Na trama de "O Corintiano", o saudoso ator Amácio Mazzaropi interpreta "Seu" Manuel, um barbeiro que é torcedor fanático do Corinthians. Ele é capaz das maiores loucuras para torcer pelo seu time do coração. Obcecado pelo "Timão", o protagonista vive se envolvendo em problemas com os vizinhos e a família por conta de sua paixão descontrolada pela equipe paulista.

Com cenas hilárias, a produção mostra "Seu" Manuel aprontando mil e uma situações. Entre as confusões criadas pelo personagem estão andar com um burro preto e branco, bater boca com torcedores de times rivais, fazer promessas malucas e orações, passar por sofrimentos, xingar na arquibancada e até compra rtodos os jornais das bancas quando seu time perde.

Realizado em preto e branco, o longa inclui cenas de jogos reais do Corinthians, nas quais aparecem atletas como Roberto Rivellino e Dino Sani, entre outros. As locações das filmagens foram o Estádio do Pacaembu, em São Paulo, e a Fazenda Santa, em Taubaté. Além disso, a comédia exibida pela TV Brasil contou com a participação especial de Elisa Alves do Nascimento, a torcedora-símbolo do Corinthians.

O filme "O Corintiano" tem janela alternativa na telinha da emissora pública na madrugada deste sábado (14) para domingo (15), à 1h15, logo após a exibição de outro clássico da filmografia de Mazzaropi, "Betão Ronca Ferro" (1971), que começar às 23h30.

Trajetória de sucesso com clássicos de humor na telonas

Ícone da sétima arte no país, o saudoso comediante Amácio Mazzaropi até hoje é considerado um dos maiores atores brasileiros. Com tramas simples e um humor singelo, ele utilizou da figura do "Jeca" para fazer rir em produções que se tornaram clássicos da cinematografia nacional.

A trajetória do ator e diretor contempla 32 filmes realizados entre 1952 e 1980. Em muitos deles, além de atuar, Mazzaropi desempenhou funções como produtor, roteirista e até cineasta, assinando sozinho a direção da obra ou colaborando com outro diretor.

Mazzaropi chegou a atrair mais de oito milhões de espectadores em um único longa-metragem. Ele deu vida ao imortal e carismático estereótipo do homem do campo. Jeca, seu personagem, caipira e ingênuo, mas com doses de malícia, conquistou a simpatia das massas populares, que garantiam as sessões lotadas em todos os seus filmes.

A estreia de Amácio Mazzaropi nas telonas foi em “Sai da frente” (1952), no papel de Isidoro, um motorista de caminhão que deixa o carro desgovernado em plena cidade de São Paulo. A partir daí seguiu caminhando em pequenas, médias e grandes apresentações consolidando seu nome no cinema brasileiro, além de programas de televisão e nos palcos do teatro.

Em 1958, Mazzaropi funda a PAM Filmes (Produções Amácio Mazzaropi), em modernos estúdios em Taubaté, e lá realizou 23 longas-metragens. Os maiores sucessos foram "Jeca Tatu" (1959) e "Casinha pequenina" (1963), ambos contabilizando oito milhões de pagantes cada.

O último trabalho do saudoso comediante no cinema foi "O Jeca e a Égua Milagrosa", de 1980. No ano seguinte, o artista morreu aos 69 anos, vítima de um câncer na medula antes de concluir a obra "Maria Tromba Homem", filme que ficou inacabado.




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