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João Donato e Donatinho tocam músicas do disco "Sintetizamor" no Reverbera da TV Brasil

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(Imagem/Divulgação)
No programa Reverbera deste domingo (15), às 13h30, na TV Brasil, João Donato e Donatinho realizam uma apresentação exclusiva do álbum "Sintetizamor". Gravado no estúdio da Rádio MEC, o show intimista traz breve entrevista com os músicos que revelam bastidores dessa produção, a primeira que realizaram em parceria.

No repertório do espetáculo feito para a telinha, os artistas apresentam músicas como "Quem é quem", "Lei do amor", parceria da dupla com Rogê, e o clássico "Emoriô", composição de Donato com Gilberto Gil.

Mago dos pianos e referência de cena musical brasileira, João Donato se reinventa nesse trabalho com seu filho Donatinho, músico que transita no universo dos sintetizadores, pianos elétricos e instrumentos analógicos vintage.

"A ideia foi pegar a essência do Donato nas composições, mas trazer um pouco para o meu universo, a minha batida. A proposta é mostrar que o Donato é um cara tão genial que ele é atemporal. Continua ser quem ele era em sua essência, mas é capaz de fazer outro tipo de som", explica Donatinho.

Projeto afetivo combina novidades e releituras

Brilhante arranjador, compositor e produtor, o sempre inquieto João Donato surpreende com sua versatilidade ao mostrar as músicas desse álbum feito com o filho. "Nós resolvemos 'fazer fazendo'. A gente sempre falava, mas nunca concretizava. Já estava passando muito tempo", conta o experiente artista.

"Há muitos anos que a gente já queria fazer um trabalho junto. Talvez ainda não tivesse pintado a oportunidade. No começo de 2016, começamos a fazer encontros informais na casa do Donato e a compor juntos no piano", completa o filho.

Além das novas canções, a atração musical da TV Brasil contempla releituras de clássicos do João Donato, além de composições do premiado trabalho autoral de estreia de Donatinho, lançado no disco "Zambê".

Nessa edição do programa Reverbera, João Donato recorda sua discografia com obras anteriores como a do disco "Bad Donato" ainda na década de 1970. "Eu fiz uma experiência com teclados eletrônicos naquele projeto, mas depois parei", lembra o músico.

"O Donato já flertava com essa coisa da música elétrica já no álbum 'Bad Donato'. O disco já tinha uma sonoridade mais agressiva, mais elétrica. A ideia foi pegar isso e transformar em um trabalho mais pop e atual. Fazer o que ele já fez antes não seria novidade", destaca Donatinho.

O filho conta uma passagem engraçada desses bastidores. "Foi muito inusitado. Já que sou produtor falei para o Donato que pela primeira vez na vida ia vetá-lo de tocar piano acústico. Você vai tocar só sintetizador. Ele aceitou de primeira: 'Vamos nessa'".

Encontro especial e afetivo, o projeto "Sintetizamor" reúne o melhor e mais peculiar da interseção criativa entre esses dois universos. "Fazer um disco de banda o Donato fez a vida inteira. Sugeri a gente fazer um disco só eu e ele, tudo eletrônico, algo inédito e diferente de tudo que ele já fez", comenta Donatinho.

"Por isso que o nome é 'Sintetizamor', um trocadilho. Em vez de sintetizar a dor, a gente sintetiza o amor. A música tem que vir do coração", completa.




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