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Antenize recebe Lázaro Ramos no especial deste sábado na TV Brasil

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(Imagem/Divulgação TV Brasil)
A literatura nacional pauta a edição temática do programa Antenize deste sábado (18), às 20h30, na TV Brasil. A apresentadora Karina Cardoso recebe três autores que vão contar um pouco de sua trajetória no universo dos livros: o jornalista mineiro José Rezende Júnior; a autora maranhense Lília Diniz e o ator Lázaro Ramos que também é escritor.

Ganhador do Prêmio Jabuti em 2010 na categoria melhor livro de contos e crônicas com a obra "Eu perguntei pro velho se ele queria morrer (e outras estórias de amor)", o jornalista e escritor José Rezende Júnior passou pela redação de grandes veículos de imprensa.

Na entrevista com Karina Cardoso no estúdio do Antenize, o autor fala sobre os preparativos finais de seu livro inédito que será lançado ainda este ano. O jornalista também comenta seu trabalho com a revista Traços que atua junto às pessoas em situação de rua em Brasília.

"Sou um contista. Gosto de contar as histórias com muita ação concentrada em pouco espaço. São histórias curtas em que acontece muita coisa. São situações-limite a partir das quais as histórias dos personagens não serão as mesmas", revela José Rezende Júnior que estreou na literatura em 2004 com a coletânea de contos "A mulher-gorila e outros demônios".

A cordelista maranhense Lília Diniz conta para a apresentadora da TV Brasil sua origem na cultura popular. A escritora recorda como descobriu que seus livros e seu amor pela literatura podem servir como ferramenta social. Lília ainda antecipa curiosidades sobre seu novo projeto literário que vem por aí.

Produção literária de Lázaro Ramos

Ator, cineasta e apresentador de televisão com sucesso na carreira, Lázaro Ramos revela seu talento literário nessa edição especial do Antenize. O autor conversa sobre essa sua veia da escrita com Karina Cardoso. Durante o papo, recorda quando redigiu seu primeiro livro, comenta a mais nova publicação "Na minha pele" e reflete sobre literatura infantil.

"O primeiro livro que escrevi, eu tinha 19 anos. Não mostrei a ninguém. Fiquei com vergonha. Ficou guardadinho. Não sabia se tinha aquele limite... Não sabia que ator também podia escrever. Depois de um tempo, tomei coragem e entendi, na verdade, que era vontade de me comunicar".

Em sua obra de não ficção lançada no ano passado, Lázaro Ramos relata experiências pessoais e memórias. Elas são o mote para discutir assuntos como racismo, respeito às diferenças e formação da identidade, entre tantos outros aspectos que levanta no título "Na minha pele".

"Tem muito de mim. Demorou dez anos para ser escrito. As partes biográficas tinham um pouco de dor quando você vai compartilhar esses temas e muita dúvida. A primeira versão do livro era arrogante", reconhece o autor.

"Peguei dados estatísticos e comecei a analisar como se fosse especialista e sem colocar o meu afeto e coração. Parei durante cinco anos e retomei começando a falar sobre minhas dúvidas. Acho que foi o que transformou o livro no que ele é hoje: não vomita verdades, só propõe uma conversa", pondera.

Para Lázaro Ramos, a expressão através da literatura é diferente do trabalho como ator. Segundo o convidado, nas suas obras autorais ele pode defender os seus próprios sonhos. "Escrever é libertador. Tudo que fiz foi por uma necessidade fundamental de falar sobre assuntos e valores que eu pensava para crianças", afirma.

O escritor analisa as publicações para o público infantil e comenta as obras que redigiu com o nome dos filhos. "A gente vive um tempo em que tem tanta barbaridade que é preciso preparar nossos pequenos para o futuro. Esses livros, de uma forma lúdica e bem-humorada, falam de valores que a gente precisa plantar no coração das crianças para o Brasil que virá", encerra Lázaro Ramos.




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