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Canal Brasil - Filmes em destaque na programação de 20 a 26 de agosto

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(Imagem/Divulgação Canal Brasil)
Conheça os filmes em destaque na programação do Canal Brasil de 20 a 26 de agosto.

O Som dos Sinos (2017) (71’)
Horário: SEGUNDA, DIA 20, ÀS 22H
INÉDITO E EXCLUSIVO 
Direção: Marcia Mansur e Marina Thomé
Classificação: Livre

Sinopse: O toque dos sinos e o ofício de sineiro – a pessoa responsável por soar as campanas – são tidos como patrimônios imateriais brasileiros desde 2009. A tradição de tocar as sinetas de bronze em suas mais variadas formas – há mais de 40 tipos de badalos com significados distintos – encontra no interior de Minas Gerais, local de fundamental importância para a história da religiosidade no Brasil, terra de igrejas barrocas e rococós consideradas verdadeiras obras de arte, um dos últimos abrigos seguros para manter esse milenar costume. As documentaristas Marcia Mansur e Marina Thomé viajam para nove cidades da área para identificar como esse hábito ainda influencia o estilo de vida e reforça o patrimônio cultural da região.

O documentário elucida como a população de cidades como São João del-Rei, Ouro Preto, Mariana, Catas Altas, Congonhas, Diamantina, Sabará, Serro e Tiradentes lidam em tempos atuais com uma tradição tão antiga da igreja católica e explicam os detalhes desse costume. Os sinos das centenárias igrejas podem ser tocados de formas completamente diferentes de forma a anunciar ritos litúrgicos, mortes, tipos de missas, partos, incêndios e horários sacros. Mesmo em momentos de globalização e interconectividade a partir da Internet, jovens da área se esforçam para manter suas raízes e optam pela trajetória seminarista. A partir do toque da campana, é possível entender não apenas a comunicação pretendida, mas também a profundidade dos vínculos de uma cultura arreigada no interior do país.

Arábia (2017) (84’)
Horário: TERÇA, DIA 21, ÀS 22H
Direção: João Dumans e Affonso Uchôa
Classificação: 16 anos

Sinopse: O título da nova produção assinada por João Dumans e Affonso Uchôa remete a países do Oriente Médio, mas os traços do roteiro e da cinematografia são de uma história e de uma sétima arte bem brasileiros. Os diretores escolheram o interior de Minas Gerais – ambientação também utilizada no longa-metragem anterior da dupla, A Vizinhança do Tigre (2016) – para fazer uma ode e dar voz ao trabalhador comum do país, figura cujos sonhos e dilemas são dificilmente ouvidos. Estrelada por Aristides de Sousa, Murilo Caliari e Renata Cabral, a obra foi a grande vencedora da 50ª edição do Festival de Brasília, realizada em 2017, conquistando os Candangos de melhor filme, ator (Aristides de Sousa), trilha sonora e montagem.

As primeiras cenas da película anunciam um prólogo da trama por vir, de ambiente completamente diferente do restante do filme. De início, o espectador conhece a história de

André (Murilo Caliari) é um adolescente de Ouro Preto responsável por cuidar de um irmão pequeno e de saúde frágil. O único auxílio disponível é de uma tia, enfermeira dos hospitais do local. Em um dia como qualquer outro, ela lhe pede para ir à casa de Cristiano (Aristides de Sousa), um funcionário de uma fábrica da área que acabara de se acidentar e buscar algumas roupas e materiais básicos do metalúrgico. Ao chegar na residência, no entanto, o jovem se depara com uma espécie de diário mantido pelo trabalhador ao longo dos anos e embarca nas memórias desse homem, até então, desconhecido.

O Diabo a Quatro (2004) (71’)
Horário: QUARTA, DIA 22, ÀS 22H
Direção: Alice de Andrade
Classificação: 16 anos

Sinopse: Marcelo Faria, Maria Flor, Zezeh Barbosa, Jonathan Haagensen, Ana Beatriz Nogueira, Chris Couto, Marília Gabriela, Ney Latorraca e Evandro Mesquita, no primeiro longa-metragem de Alice de Andrade. O filme recebeu o Candango de melhor ator coadjuvante (Jonathan Haagensen) e o Prêmio Especial do Júri de melhor filme no Festival de Brasília, em 2004. No ano seguinte, foi coroado com o prêmio de melhor longa-metragem no Festival de Cinema das Mulheres, em Turim, Itália.

Rita de Cássia (Maria Flor), menina do interior, chega ao Rio de Janeiro para trabalhar como babá e ajudar a família distante. Empregada em um apartamento de Copacabana, a jovem conhece três figuras que mudarão sua vida: o surfista-playboy Paulo Roberto (Marcelo Faria), o cafetão Tim Mais (Márcio Libar) e o menino de rua Waldick (Netinho Alves). Pelo primeiro, ela se apaixona. Para o segundo, passa a trabalhar como prostituta. E acaba virando uma espécie de mãe postiça do terceiro. A trama traz ainda Regina (Marília Gabriela), a mãe de Paulo, uma madame envolvida sexualmente com entregadores de pizza e outros quebra-galhos; Senador Heitor Furtado (Ney Latorraca), o marido, envolvido com política e negócios escusos; Fúlvio Fontes (Evandro Mesquita), um apresentador de TV canastrão e aproveitador; e China (Jonathan Haagensen), o traficante pé-de-chinelo.

Cartola – Música para os Olhos (2007) (88’)
Horário: QUINTA, DIA 23, ÀS 13H30
Direção: Lírio Ferreira e Hilton Lacerda
Classificação: 14 anos

Sinopse: Através da linguagem documental – contando com imagens de arquivos e depoimentos de amigos e colaboradores -, os diretores Hilton Lacerda e Lírio Ferreira abordam a história de vida e a obra de Angenor de Oliveira, mais conhecido como Cartola, um grande ícone nacional do samba e importante compositor da música brasileira.

Salve Geral (2009) (120’)
Horário: SEXTA, DIA 24, ÀS 22H
Direção: Sergio Rezende
Classificação: 16 anos

Sinopse: Lúcia (Andréia Beltrão) é uma viúva de classe média que sonha em tirar o filho Rafael (Lee Thalor), de 18 anos, da prisão. Em suas frequentes visitas à penitenciária ela conhece Ruiva (Denise Weinberg), advogada do Professor (Bruno Perillo), líder do Comando. As duas ficam amigas e logo Lúcia é usada em missões ligadas à organização criminosa. Precisando do dinheiro, ela aceita realizar as tarefas. Paralelamente o Comando passa por uma luta interna pelo poder, ampliada pelo confronto dos prisioneiros com o sistema carcerário. Quando o governo decide transferir, de uma só vez, centenas de presos para penitenciárias de segurança máxima no interior do estado, o Comando envia a ordem para que seus integrantes realizem uma série de ataques em pleno Dia das Mães, deixando a cidade de São Paulo sitiada.

Campo Grande (2016) (108’)
Horário: SÁBADO, DIA 25, ÀS 22H
Direção: Sandra Kogut
Classificação: 14 anos

Sinopse: Certo dia, Regina (Carla Ribas) encontra na porta do apartamento onde mora, em Ipanema, Zona Sul do Rio de Janeiro, Rayane (Rayane do Amaral), uma menina de cinco anos que claramente não é da região, e Ygor (Ygor Manoel), seu irmão mais novo. A garota explica que a mãe pediu que eles a esperassem no mesmo lugar até ela voltar. Sem saber o que fazer, Regina pensa em levá-los a um abrigo, mas é convencida pela filha adolescente de deixá-los passar a noite. Assustados com a imensidão da casa, os dois ficam juntos e Regina percebe que eles só possuem um ao outro. Decidida a ajudá-los a encontrar a família, Regina tem contato com um mundo que não conhecia.

El Azote (2017) (89’)
Horário: DOMINGO, DIA 26, ÀS 22H
INÉDITO E EXCLUSIVO 
Direção: José Celestino Campusano
Classificação: 14 anos

Sinopse: José Celestino Campusano tem como marca-registrada de suas obras o enfoque nas problemáticas cotidianas das classes populares da Argentina, seu país natal, com atenção especial a questões relacionadas à violência e ao sistema prisional. Em El Sacrificio de Nehuen Puyelli (2016), exibido na última temporada da faixa Cone Sul do Canal Brasil, o cineasta apresentou temas como intolerância e xenofobia em uma penitenciária de segurança mínima nos arredores de Bariloche. O diretor retorna ao turístico destino sul-americano, aos pés da Cordilheira dos Andes, para dar vida a um roteiro – também de sua autoria – sobre os muitos percalços pessoais e profissionais de um homem responsável por gerir um centro de reabilitação para menores infratores.

Vencedora do prêmio de melhor filme argentino no Festival de Mar del Plata (Argentina), a produção foca seu roteiro no cotidiano de Carlos (Kiran Sharbis), um ex-membro de uma banda de heavy metal que hoje trabalha como assistente social em um centro de reabilitação para delinquentes juvenis. Os meninos para lá mandados possuem um perfil similar; são advindos de famílias pobres e de lares disfuncionais, onde violência e drogas fazem parte da rotina, e apresentam comportamentos intempestivos e agressivos ao menor sinal de descontentamento. Apesar do visual hostil – ele está sempre vestido com uma jaqueta de couro preta – e do semblante constantemente fechado, o protagonista é o único a dar atenção aos meninos e trata de todos com paciência para evitar o “mal maior” da corrupta polícia da Patagônia.




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