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Tributo a Clara Nunes embala o Todas as Bossas deste sábado na TV Brasil

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(Imagem/Divulgação TV Brasil)
Para recordar a obra da saudosa Clara Nunes, que faleceu há 35 anos, o programa Todas as Bossas apresenta um espetáculo da cantora Branka, com repertório da intérprete mineira. O show vai ao ar pela TV Brasil às 22h deste sábado (11), véspera do aniversário de nascimento da 'Guerreira', que faria 76 anos em 2018.

O especial "Branka canta Clara" resgata sucessos que a homenageada entoava como ninguém com sua voz marcante. A produção traz obras de alguns dos parceiros musicais frequentes da sambista como o poeta Paulo César Pinheiro e o instrumentista Sivuca.

A apresentação inclui composições como "Você passa e eu acho graça" (Carlos Imperial/Ataulfo Alves), "Conto de areia" (Toninho Nascimento/Romildo), "O mar serenou" (Candeia), "Menino Deus" (Mauro Duarte/Paulo César Pinheiro), entre outras canções.

No palco do estúdio da emissora pública onde a produção foi gravada, Branka é acompanhada por Carlinhos 7 Cordas (violão 7 cordas) que também é o diretor musical do espetáculo. Fernando Brandão (viola/cavaco) e Papau, Dinho Rosa e Daniel Karin (percussões e vozes) completam o time de músicos.

Branka presta reverência no especial

Inédito na televisão, o musical reforça que a morte prematura da cantora não impediu que sua voz permanecesse na memória afetiva do povo brasileiro. O canto da 'Sábia' ainda ecoa e arrebata as novas gerações de artistas, como a curitibana Branka. A jovem cantora mostra toda a força dessa inspiração na performance exclusiva para o Todas as Bossas.

A trajetória de Branka se assemelha à história de Clara Nunes. Ambas iniciaram a carreira artística cantando outros gêneros musicais, mas apenas quando ingressaram no universo das rodas e das escolas de samba cariocas, é que elas despontaram sambistas de corpo e alma.

A estética da obra da homenageada emerge na interpretação de Branka. O especial exibido pela TV Brasil mostra como Clara Nunes e Branka constituem dois lados de um reflexo separado pelo tempo, mas unido pela ginga do samba.

Aspectos da obra de Clara Nunes

Mineira de Paraopeba e filha de um violeiro cantador de Folia de Reis, o primeiro palco de Clara Nunes foi o altar da igreja católica, onde participava do coral. O que sobressai na história de Clara, tanto quanto o talento de assinar vocalmente, qualquer gênero musical, é o inevitável paralelo entre suas trajetórias artística e religiosa.

A atração inicial que a cantora teve pela música estrangeira pouco a pouco foi cedendo lugar aos ritmos africanos herdados do pai, quando ela se mudou para o Rio de Janeiro e viajou para o continente africano.

Primeira cantora da sua época a vender mais de quatro milhões de LPs e a acumular 18 discos de ouro, a 'Guerreira' trouxe para seus álbuns a estética da africanidade e do samba que também levava para o figurino de seus shows. Considerada um mito, Clara Nunes morreu cedo, aos 40 anos, em meio à polêmica de um procedimento médico equivocado em 1983.




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