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Leonardo Padura é o convidado do programa Singulares desta quinta na TV Brasil

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Imagem/Divulgação TV Brasil
Em entrevista ao programa Singulares, o escritor e jornalista cubano Leonardo Padura reflete sobre o papel do escritor nos dias de hoje e o espaço da literatura na vida das novas gerações. Padura também conta como foi o processo de pesquisa para o romance “O Homem que Amava os Cachorros”, sucesso de vendas no Brasil, e fala das críticas que recebe por manter um olhar realista sobre a revolução comunista em Cuba. A entrevista de Padura vai ao ar na quinta-feira, dia 25, às 21h15, na TV Brasil

No programa, o escritor fala sobre o espaço da literatura na vida das novas gerações. "Faz alguns anos que se está vivendo uma conjunto diferente na possibilidade de se chegar aos leitores por parte dos escritores. Faz 30, 40 anos, quando se produziu o boom do romance latino-americano e os escritores se converteram em figuras públicas e seguidas”, diz Padura. 

Ele discute ainda a influência da era digital nesse processo. "A circunstância da chegada do digital desviou ou canalizou alguns interesses. Muitas editoras pequenas desapareceram e ficaram os grandes grupos editoriais. Existe também uma mudança geracional em que o espaço da literatura é menor do que foi", afirma o  ensaísta, romancista e roteirista.

Ao traçar uma perspectiva sobre o mercado literário, Padura é enfático. "Se publicam muito mais livros do que se lêem", observa o autor, ao relatar as dificuldades de se traduzir livros em outros idiomas. "Sair do nosso próprio universo geográfico e linguístico, ou seja, publicar em outras línguas e continentes se tornou muito difícil", afirma Padura.

Premiado por diversos títulos de sua obra com destaque para os livros policiais, Padura conta ainda como foi o método de pesquisa para o romance "O Homem que Amava os Cachorros", sucesso de crítica e público no Brasil. "Investiguei nos dois primeiros anos e escrevi nos três seguintes sem deixar de pesquisar. Fui descobrindo coisas que me admiravam e que me horrorizavam."

No depoimento exclusivo, Leonardo Padura fala ainda sobre as críticas que recebe por manter um olhar realista sobre a situação de seu país.

O autor que vive em Havana, capital de Cuba, mistura ficção e realidade nas tramas de sua obra. "Meu leitor natural está em Cuba, mas é o que menos tem acesso a meus livros", lamenta Padura, que se mostra surpreso e contente com a repercussão de sua produção literária no continente. “Felizmente conquistei um público notável na América Latina.” 




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