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Fernando Gabeira é o entrevistado de Um olhar sobre o mundo da TV Brasil

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Imagem/Divulgação TV Brasil
O jornalista Fernando Gabeira conversa com o colega Moisés Rabinovicci no programa Um Olhar sobre o Mundo desta semana e dá sua visão sobre a nova fase da política internacional que se inaugura com o governo de Jair Bolsonaro. O programa vai ao ar na
segunda-feira, dia 26, às 21h45, pela TV Brasil.

Gabeira debateu com Rabinovicci diversas questões das relações exteriores do Brasil e falou sobre  a próxima reunião do G-20, que acontece na próxima sexta-feira, dia 30, em Buenos Aires. Ele  disse que a ausência do presidente eleito do Brasil no encontro da Argentina é compreensível porque, além da política externa brasileira ainda estar em montagem, o encontro entre Bolsonaro e Donald Trump, presidente dos EUA,  deve ser precedido por reuniões preparatórias entre representantes dos dois países.

Ao comentar a questão da aproximação prevista com os Estados Unidos ao lado de um certo distanciamento da China, Gabeira salientou  que o que se sabe hoje é que existe uma perspectiva ainda incerta sobre os resultados disso. "É difícil prever o que vai acontecer e o que não vai. A China é hoje a nossa maior parceira comercial e também país que mais investe no Brasil. Essa  aproximação com os Estados Unidos está trazendo uma promessa de que o papel da China possa ser substituído. No entanto, isso é uma promessa. Eu não sei até que ponto isso possa ser feito feito com facilidade nas atuais circunstâncias da política norte-americana", analisou.

Gabeira lembrou que quase certamente haverá mudanças nas relações com alguns países como Cuba, Venezuela e Israel. Destacou que mesmo durante o governo de Michel Temer já ocorreram algumas modificações  nas relações com esses três países comparadas aos dos tempos dos governos petistas, mas que agora a política externa com esses países deverá sofrer transformações significativas .

 "Uma dessas modificações diz respeito à Venezuela", disse Gabeira. Para ele, agora as relações do Brasil com o governo de Nicolás Maduro deverão ser "bem mais difíceis e tensas". Ele prevê também que o tratamento com Cuba será profundamente afetado e isso já aparece nas reações do governo cubano que determinou a retirada dos médicos do programa Mais Médicos diante da posição do novo governo brasileiro.

Além dessas, segundo Gabeira, também ocorrerão muitas modificações em relação aos Estados Unidos. "A ideia é mudar o eixo terceiro mundista para uma relação com países com mais desenvolvimento tecnológico e econômico."




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