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Marcelo Tas é entrevistado pela jornalista Roseann Kennedy na TV Brasil

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Imagem/Divulgação TV Brasil
Ator, jornalista, comunicador, educador e produtor de TV. Marcelo Tas é um profissional multitarefas. Com sua experiência, ele diz que o jornalismo é sua veia e seu pilar no programa Conversa com Roseann Kennedy desta segunda (12), às 21h15, na TV Brasil. Fake news, redes sociais e hostilidade na internet pautam a entrevista em que o convidado ainda traça um perfil da carreira.
 
Entre outros assuntos, o profissional reflete sobre a função da imprensa num cenário repleto de fake news. "O jornalismo, às vezes, produz as suas próprias pérolas falsas e muitas vezes nem reconhece que eram erros".
 
Apesar da perspectiva crítica, ele apresenta uma visão otimista quanto ao futuro da comunicação. "Cada veículo hoje tem uma chance grande de construir uma nova credibilidade principalmente reconhecendo o erro, respondendo a erro, respondendo a questionamento de seus ouvintes, telespectadores, leitores."
 
Para Marcelo, é preciso reconhecer a responsabilidade de cada um nesse cenário de informações falsas. "As pessoas tratam fake news como se fossem os alienígenas que tivessem jogado as fake news aqui no nosso planeta tão limpinho", ironiza.
 
"Nós é que produzimos fake news e nós sempre produzimos. Então, a gente tem que baixar essa bola do preconceito para poder participar dessa festa de oportunidades que é o mundo digital", complementa. 
 
Relação de Tas com as redes sociais
 
Com cerca de 13 milhões de seguidores no Facebook e no Twitter, Marcelo Tas é um dos influenciadores mais premiados do país. No decorrer do programa da TV Brasil ele explora essa faceta contemporânea ao destrinchar o ambiente cibernético.
 
Com redes sociais robustas, vê na internet um espaço de comunicação promissor e define: "Rede social é que nem escova de dente, tem que ser você que usa. Não adianta você emprestar para alguém", analisa.
 
Ele conta que, com tantos seguidores, precisa de auxílio para lidar com suas redes sociais, mas não abre mão do contato direto com os internautas. "Tenho pessoas que me auxiliam, mas quem escreve e quem responde sou eu", garante.
 
Transparência e reflexo da realidade 
 
Durante o papo com a apresentadora Roseann Kennedy, o jornalista Marcelo Tas comenta sobre a lógica do meio virtual. O convidado diz que, nesses espaços, é preciso avaliar o que está funcionando e não fugir de assuntos relevantes, principalmente quando se tratam de críticas.
 
"A gente tem que praticar mais isso: transparência. Que é você falar de assuntos que as pessoas estão querendo que você fale, mas você não quer falar. E acho uma prática muito saudável tanto para as pessoas, quanto para as empresas, escolas, governos, entenderem que acabou o mundo que você falava e as pessoas ficavam caladas. É o mundo do diálogo mesmo."
 
Sobre o clima de hostilidade na internet, Tas é enfático. "O hater é um ser humano e muitas vezes um ser humano muito próximo. Você tem hater dentro da família, muitas vezes. Todo mundo tem um tio, uma tia maluca... A rede é um espelho do que é a realidade."
 
Para Marcelo, é preciso saber como responder ao ódio com sabedoria e filosofa. "Uma pessoa que vai dedicar o tempo dela para te odiar é porque você tem algo relevante que ela ou está invejando ou ela não consegue fazer aquilo que você faz. Então, você tem que entender um pouco do ódio para poder iniciar um diálogo. O ódio também é sinal de amor."
 
Trajetória mescla jornalismo, educação e humor
 
Com uma carreira sempre voltada para a educação, Marcelo Tas ficou conhecido pelo papel de repórter ficcional Ernesto Varela, pela participação na série infantil "Rá-Tim-Bum", da TV Cultura, e pelo projeto de educação à distância "Telecurso", da Fundação Roberto Marinho.
 
Tas foi líder do programa de televisão "CQC" por muitos anos na Bandeirantes. Atualmente, faz comentários na rádio CBN e no Jornal da Cultura. É membro do Conselho de Professores do IBMEC, na área de Inovação e Jornalismo, ministra cursos on-line e trabalha na reconstrução do Museu da Língua Portuguesa de São Paulo.
 
Bem-humorado, Tas ainda se define como extraterrestre e diz que tem sonhos de trabalhar numa estação espacial. Com tantas atividades diz que administrar o tempo é uma tarefa crucial nos dias de hoje. "A era que a gente vive de aceleração, especialmente por conta das comunicações é muito desafiadora", conclui.




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