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Vanessa da Mata é a convidada do programa Segue o Som da TV Brasil

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Imagem/Divulgação TV Brasil
A cantora e compositora Vanessa da Mata é entrevistada pelo apresentador Maurício Pacheco no programa Segue o Som deste sábado (17), às 15h, na TV Brasil. No repertório, ela canta "Viagem", "Segue o Som" e "Vá Pro Inferno Com Seu Amor".
Durante a conversa, Vanessa aborda não só a carreira da cantora, como o valor, muitas vezes desprezado, da composição musical. A artista também fala sobre sua verve escritora na produção realizada pelo emissora pública.
Dona de sucessos como "Não me deixe só", "Ainda Bem", "Ai, Ai, Ai", "Boa Sorte/Good Luck", "Baú", "Amado", "O Tal Casal", Vanessa começa o papo brincando sobre sua canção e álbum homônimos ao programa da TV Brasil: "Segue o Som" (2014). 
Ela explica que considera a expressão muito carioca e leve. "O programa com certeza inspirou", diz. Segundo a cantora, esse projeto segue uma linha diversa de seus trabalhos anteriores, todos com títulos mais pesados e herméticos.
A artista recorda que começou sua carreira como compositora, sem pensar em interpretar suas canções. "Só cantei porque o mundo me levou. Na minha cabeça eu achava muito mais charmoso ser compositora e não queria ser cantora". Vanessa lembra o impacto que teve ao Maria Bethânia gravar sua música "A força que nunca seca".
Sobre a faceta cantora, Vanessa da Mata contextualiza seu álbum "Delicadeza" (2016) como uma variação do padrão mais pop pelo qual vinha passeando. A artista explica que se antes sua voz tinha que ter uma emissão muito forte e poderosa para se sobressair entre tantos instrumentos, agora pôde mostrar todo seu timbre e extensão vocal em shows menores e mais intimistas.
Vanessa e Maurício Pacheco também conversam sobre a importância de se valorizar o compositor, que muitas vezes não é contemplado com o mérito e o retorno financeiro merecidos.
Sobre o fato de compor e cantar suas composições, Vanessa diz que é muito diferente quando você interpreta uma história que é sua: você tem que colocar muito mais a cara à tapa, ser ousada.
Ela conta para o apresentador que durante a juventude tinha um processo criativo extremamente focado e intenso. Vanessa da Mata afirma que se cobrava tanto que tinha a meta de compor três músicas por dia.
"As minhas amigas iam ficar com não sei quem, ir passar carnaval não sei onde, juntar dinheiro pra não sei pra quê. Eu não, eu queria passar a noite escrevendo, era completamente velha, eu me divertia escrevendo, enquanto todo mundo tava na boate eu tava escrevendo. Na minha cidade já me diziam – essa menina é completamente louca", resgata.
Por fim, Vanessa da Mata fala também de sua veia literária ao comentar seu romance "A filha das flores". A convidada explica como distingue o material que rende uma canção daquele que precisa ser alvo de um livro.
A artista afirma que as histórias a perseguem. Vanessa diz que elas são muito poderosas e não a deixam dormir ou comer enquanto ela não senta para escrever. "Eu acho que vou ser uma velhinha escritora", completa.




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