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Clássicos de Amácio Mazzaropi entram na maratona da faixa Cine Verão na TV Brasil

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Depois do início da sessão Cine Verão com a Mostra Hugo Carvana, a TV Brasil apresenta uma faixa diária de longas-metragens dedicada à filmografia de Amácio Mazzaropi a partir desta segunda (7), às 22h45, durante a programação especial de verão.

A homenagem ao saudoso ator e diretor que fez história na sétima arte nacional inicia com a trama de comédia "Jecão... Um fofoqueiro no céu" (1977). As obras vão ao ar até sexta (11), no mesmo horário na faixa Cine Verão. No sábado (12), o público tem a oportunidade de conferir mais um longa do cineasta: "O Corintiano" (1967), às 16h, na sessão Cine Mazzaropi.

Antes, na terça (8), o destaque é o filme "No Paraíso das Solteironas" (1969). Já na quarta (9), a atração é a obra-prima "Casinha Pequenina" (1963). A obra traz um elenco de estrelas da dramaturgia e marca a estreia de Tarcísio Meira no cinema.

Já para quinta (10), está programada a comédia "O Grande Xerife" (1972). Inspirado no personagem de Monteiro Lobato, o personagem "Jeca Tatu" é o protagonista do filme homônimo de 1959. Na trama, o querido Mazzaropi interpreta um caipira muito preguiçoso que vive em uma cidade do interior de São Paulo com sua esposa e filha.

A tradicional sessão Cine Mazzaropi que vai ar pela emissora pública todo sábado, às 16h, segue na grade da TV Brasil com o longa "O Corintiano" (1967) essa semana. Nessa divertida comédia, o humorista faz o papel de 'Seu' Manuel, um barbeiro fanático capaz de loucuras parar torcer pelo seu time de futebol.

Trajetória de sucesso com clássicos nas telonas

Ícone da sétima arte no país, o saudoso comediante Amácio Mazzaropi até hoje é considerado um dos maiores atores brasileiros. Com tramas simples e um humor singelo, ele utilizou da figura do "Jeca" para fazer rir em produções que se tornaram clássicos da cinematografia nacional.

A trajetória do ator e diretor contempla 32 filmes produzidos entre 1952 e 1980. Mazzaropi chegou a atrair mais de oito milhões de espectadores em um único longa-metragem. Ele deu vida ao imortal e carismático estereótipo do homem do campo. Jeca, seu personagem, caipira e ingênuo, mas com doses de malícia, conquistou a simpatia das massas populares, que garantiam as sessões lotadas em todos os seusfilmes.

A estreia de Amácio Mazzaropi nas telonas foi em "Sai da frente" (1952), no papel de Isidoro, um motorista de caminhão que deixa o carro desgovernado em plena cidade de São Paulo. A partir daí, seguiu caminhando em pequenas, médias e grandes apresentações consolidando seu nome no cinema brasileiro, além de programas de televisão e nos palcos do teatro.

Em 1958, Mazzaropi funda a PAM Filmes (Produções Amácio Mazzaropi), em modernos estúdios em Taubaté, e lá realizou 23 longas-metragens. Os maiores sucessos foram "Jeca Tatu" (1959) e "Casinha Pequenina" (1963), ambos contabilizando oito milhões de pagantes cada.

Seu último trabalho no cinema foi "O Jeca e a Égua Milagrosa", de 1980. No ano seguinte, morreu aos 69 anos, vítima de um câncer na medula antes de concluir a obra "Maria Tromba Homem", filme que ficou inacabado.

Sinopse de "Jecão... Um fofoqueiro no céu", filme que abre a semana do Cine Verão

Jecão Espinheiro vê-se envolvido com problemas relacionados à sua sorte com dinheiro. Ele e o filho Martinho ganham na Loteria "Espiritiva" e vão para São Paulo receber seu prêmio. Quando voltam para a cidadezinha onde moram, são recebidos pela população fanfarra, faixa de boas-vindas e muita festa, mas também por olhos cobiçosos.

A fortuna desperta o interesse de um fazendeiro da região, Chico Fazenda, que, com seus capangas, assalta Jecão e o mata. Graças às suas boas ações, Jecão vai parar no céu, um achado cenográfico bem ao estilo popular do caipira.

Na comédia de 1977, há sequências impagáveis das sessões espíritas. Em uma delas, o personagem de Mazzaropi volta à Terra para realizar seu próprio enterro, provocando confusão, medo e correria em praça pública.

Para desespero dos santos, toda vez que volta ao céu, Jecão promove bailinhos para animar os anjos e é punido pelo pecado da indisciplina. Diante das estripulias do Jecão no céu, realiza-se uma reunião de cúpula entre os santos para decidir sua sorte. Como ele não pode ficar mais lá, nem ser mandado para o inferno, o conselho decide-se pela única saída: a reencarnação.




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