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"Cinejornal" de sábado traz cobertura de Sundance e entrevista especial com Júlio Machado

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FOTO: Divulgação Canal Brasil
O Festival de Sundance, conhecido por valorizar as produções independentes e apostar na diversidade, marca o início de um novo ano no cinema. A equipe do “Cinejornal” esteve na edição de 2019 do evento, que aconteceu entre os dias 24 de janeiro e 3 de fevereiro, e apresenta, no programa que vai ao ar este sábado, dia 3, às 21h, uma cobertura focada na participação de filmes brasileiros no festival.  A matéria terá entrevistas com Gabriel Mascaro e Dira Paes, o diretor e a protagonista de “Divino Amor”, coprodução do Canal Brasil, que participou da competição internacional de ficção.

Ainda no festival, o “Cinejornal” entrevistou também Petra Costa, diretora “Democracia em Vertigem”, longa que mostra o processo de impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff e participou da mostra competitiva de documentários internacionais; e Fernando Grostein Andrade, diretor de “Abe”, produção estrelada por Noah Schnapp e Seu Jorge e que participou da mostra dedicada ao cinema infantil.

No segundo bloco do programa, Simone Zuccolotto conduz a entrevista especial com Júlio Machado. No bate-papo, o ator fala de seus dois trabalhos mais recentes, “Joaquim”, de Marcelo Gomes, e “A Sombra do Pai”, de Gabriela Amaral Almeida. O ator fala também de “Divino Amor”, filme exibido em Sundance, e sobre “Entre Irmãs”, de Breno Silveira.

Sobre temas que se repetem nesses trabalhos, como a questão de gênero, Júlio falou: “A gente acaba atraindo aquilo que, mesmo que inconscientemente, a gente vibra. E eu sempre tive essa inquietação de, através do meu trabalho, refletir a minha condição existencial. Como pessoa, como cidadão, eu busco refletir sobre a nossa sociedade. Foi muito legal o encontro com o Gabriel [Mascaro] porque o personagem que eu faço no filme dele tem a ver com essas questões que o personagem de ‘A Sombra do Pai’, da Gabriela [Amaral Almeida], levanta: o macho em desconstrução”. 

Sobre “Entre Irmãs”, o ator afirma: “Isso era uma questão para o Breno Silveira, em consequência da relação com as duas filhas que ele tem, ele queria dedicar um pouco do seu tempo de trabalho para contar uma história de mulheres. E apesar de ele ser um diretor homem, todos nós embarcamos no projeto com essa consciência. O filme mostra a trajetória de duas mulheres, ali no sertão nordestino, tendo que enfrentar seus desafios. E aí eu faço um cangaceiro vagamente inspirado na figura de Lampião, árido, com todas as questões que aquele ambiente colocam sendo, mais uma vez, transformado por uma mulher”.