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Programa da TV Brasil celebra o samba de raiz neste sábado

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FOTO: Divulgação TV Brasil
A forte musicalidade presente no Morro da Serrinha, no Rio de Janeiro, ganha espaço no programa Samba na Gamboa deste sábado (23), às 18h30, na TV Brasil. Os músicos Pretinho da Serrinha e Zé Luis do Império são os convidados do bamba Diogo Nogueira para mostrar a relevância cultural da comunidade.
Além de contar histórias sobre a região, os artistas cantam clássicos como "Aquarela Brasileira", "Alguém me avisou", "Quando eu contar Iáia", "Tive Razão", "Todo menino é um rei" e "Estrela de Madureira".
Personalidades da comunidade
Durante o divertido papo, eles abordam os elementos que fazem da Serrinha um celeiro de talentos e um polo de resistência de manifestações artísticas populares. A comunidade que abrange os bairros de Oswaldo Cruz e Madureira está localizada próximo à divisa com Vaz Lobo, Zona Norte do Rio.
A região é conhecida por ser o berço das escolas de samba Prazer da Serrinha (extinta) e Império Serrano, que apesar de não ter mais sede na comunidade, mantém com ela forte ligação.
Pretinho da Serrinha e Zé Luis do Império falam de sua verve de cronista, que os faz compor músicas que primam pela observação do cotidiano e festejam outros grandes nomes do samba cujas histórias de vida estão conectadas à comunidade de Madureira como Dona Ivone Lara e Arlindo Cruz.
Influência do jongo
No Samba na Gamboa, os músicos contam que a Serrinha nasceu com a abolição da escravatura, já tendo contado com uma comunidade de sírios em seu sopé, vindos da segunda leva de imigrantes e aportando aqui nos anos 20.
Em comum, além do profundo vínculo afetivo com a Serrinha e as adjacentes Oswaldo Cruz e Madureira, Pretinho da Serrinha e Zé Luis do Império representam duas gerações de um amor às raízes mais autênticas do samba.
Para Diogo Nogueira, eles contam um pouco sobre a importância do Jongo, ritmo ancestral de cunho religioso considerado ancestral do samba, revelando como a Serrinha é dos poucos lugares onde a tradição se mantém, sendo renovada através de um trabalho reconhecido como patrimônio imaterial.
Origem de Pretinho da Serrinha
Pretinho da Serrinha é autêntica cria da comunidade de Madureira. Foi na Serrinha que ele começou a trilhar sua precoce relação com o samba. O hoje arranjador, cantor, compositor e instrumentista comandava a bateria do Império Serrano com apenas 10 anos de idade. Aos 13 já viajava para tocar profissionalmente.
Depois de integrar a banda de Seu Jorge, com quem posteriormente compôs grandes hits como "Burguesinha", "Mina do condomínio" e "A doida", Pretinho integrou a banda "Trio Preto +1" partindo anos depois para a carreira solo em ascensão. 
Vida de Zé Luis do Império
Apesar de nascido em Santa Teresa e de ter passado parte da infância em Pilares, a forte identificação de Zé Luis do Império com a escola que carrega no nome artístico, faz dele um apaixonado pela Serrinha.
Líder da Velha Guarda do Império Serrano, Zé Luis é coautor de sambas nacionalmente cantados, como "Todo Menino é um Rei", com Nelson Rufino, na voz de Roberto Ribeiro, além de "Malandros Maneiros" (também com Ribeiro), "Eu Não Fui Convidado" e "Minha Arte de Amar" (Fundo de Quintal).
No decorrer da conversa com Diogo Nogueira, o experiente músico lembra que ao lado do parceiro Nei Lopes, emplacou "Nosso Nome: Resistência" e "Dona Zica, Dona Neuma" cantada por Alcione.