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Dramaturgo Amir Haddad é entrevistado na série Atos deste domingo na TV Brasil

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Divulgação TV Brasil
Referência no teatro brasileiro, o dramaturgo mineiro Amir Haddad discute o papel do diretor e os desafios do ator no episódio da série Atos que a TV Brasil apresenta neste domingo (17), às 20h30. Idealizador do Teatro Oficina (1958) ao lado de outros nomes consagrados das artes cênicas, o convidado tem muitas histórias para contar.
 
Com mais de 81 anos de idade sendo seis décadas de carreira, o experiente artista partilha seu conhecimento sobre a vida nos palcos e bastidores com um grupo de intérpretes em formação, mediados pelo professor e diretor teatral Antonio Gilberto, no palco da Casa das Artes de Laranjeiras (CAL), parceria da emissora pública no projeto.
 
Na sabatina, o convidado dá uma verdadeira aula de artes cênicas ao abordar as atribuições do diretor e as competências do ator. "O ator é o inventor do teatro. Ele nunca precisou de um espaço fechado para representar, pelo contrário. As grandes manifestações populares públicas davam ensejo ao ser humano colocar para fora esse seu lado expressivo", avalia.
 
Haddad comenta ainda como o teatro surge enquanto uma atividade pública. "O teatro é uma atividade pública que nasce nos espaços abertos. Eu costumo chamar o meu teatro de arte pública, mas todo o teatro é arte pública", conceitua. 
 
O teatrólogo destaca essa natureza ao comparar com outras áreas do saber correlatas. "Hoje o teatro não está naturalmente na rua, mas o teatro não nasceu no espaço fechado. O teatro antecede a arquitetura, a dramaturgia e a cenografia", define.
 
Analogia com futebol e tributo a Sérgio Britto
 
Durante o descontraído papo, o ator e diretor ainda fala sobre a relação do público com os artistas desde a antiguidade, traça um panorama sobre a "commedia dell'arte" e explica a origem do termo "quarta parede" no teatro.
 
Seguido pelo olhar ávido por conhecimento dos alunos, com questionamentos sobre a vida e a arte de atuar, o convidado faz uma interessante analogia entre as crônicas futebolistas de João Saldanha e Armando Nogueira e o teatro. 
 
Com a humildade que os anos de estrada lhe concederam, Amir Haddad ainda presta uma calorosa homenagem ao saudoso ator e diretor Sérgio Britto. Para completar, ele ainda propõe e avalia um exercício de improvisação feito pelo grupo.